Faltando duas semanas para o fim, inverno de 2025 acumula 390 horas de frio em Veranópolis
Somente nos dez primeiros dias de setembro, foram registradas 23 horas de frio, quando a temperatura do ar permanece igual ou abaixo de 7,2°C.Esse número já representa 62% da média histórica do mês, de 37 horas
O inverno de 2025 se aproxima do fim e os dados da Estação Meteorológica do município, mantida pela Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Fruticultura (CEFRUTI), mostram um cenário favorável para a agricultura local. De acordo com a agrometeorologista Amanda Junges, a temporada foi marcada por condições adequadas para o acúmulo de horas de frio. Fator essencial ao desenvolvimento de frutíferas de clima temperado, como videiras, pessegueiros e macieiras.
Somente nos dez primeiros dias de setembro, foram registradas 23 horas de frio, quando a temperatura do ar permanece igual ou abaixo de 7,2°C, parâmetro internacional usado no monitoramento. Esse número já representa 62% da média histórica do mês, de 37 horas. O período também teve marcas baixas para a transição entre estações: 3,4°C no dia 6 de setembro e 5,1°C nesta quarta-feira (10).
“Embora setembro seja um mês de transição, ainda apresenta características típicas do inverno, o que beneficia algumas cultivares mais exigentes em frio hibernal”, explica Amanda.
O levantamento desde maio aponta que os meses de maio, junho e julho registraram índices próximos da normalidade, enquanto agosto se destacou com 97 horas de frio acumuladas, valor acima da média histórica. No balanço de maio a agosto, 2025 já se consolidava como um ano positivo para o acúmulo de frio.
Com os dados atualizados até esta quarta-feira (10), Veranópolis soma 390 horas de frio em 2025. O número coloca o ano próximo dos melhores resultados recentes. Em 2022 foram registradas 420 horas, em 2023 apenas 231 e em 2024 o total chegou a 413.
Prognóstico para setembro
Para os próximos dias, os prognósticos climáticos indicam temperaturas dentro da normalidade. A média histórica das mínimas em setembro é de 10°C, e a tendência é que esse padrão se mantenha, apesar dos registros mais frios no início do mês.
Amanda lembra que, quando a necessidade de frio de determinadas cultivares não é atendida naturalmente, os produtores podem recorrer a técnicas de quebra de dormência artificial para garantir a produtividade de pomares e vinhedos.
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