Veranópolis segue em tratativas com a Corsan diante de faltas recorrentes de água
Uma reunião no início da semana discutiu as falhas no abastecimento. A Agesan-RS também apontou irregularidades e reforça fiscalização no município
A crise no abastecimento de água em Veranópolis esteve em discussões no início desta semana, envolvendo a administração municipal e a concessionária responsável pelo fornecimento. A situação tem mobilizado diferentes frentes na busca por soluções para os recorrentes desabastecimentos registrados no município.
Na segunda-feira (06), a Administração Municipal realizou uma reunião com representantes da Corsan/Aegea para tratar dos problemas no fornecimento de água. Durante o encontro, foram discutidos pontos críticos como a baixa pressão em bairros, as condições da rede de encanamentos e as dificuldades operacionais do sistema. A concessionária apresentou um plano de ação com medidas emergenciais e propostas estruturais, visando uma solução definitiva para garantir maior regularidade e eficiência no abastecimento.
A mobilização local ocorre em paralelo à atuação da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento do Rio Grande do Sul (Agesan-RS), que também se manifestou publicamente sobre os problemas enfrentados em municípios regulados entre eles, Veranópolis. Em nota, a agência informou que vem intensificando a fiscalização dos serviços, apontando centenas de não conformidades e aplicando penalidades à Corsan/Aegea por descumprimentos contratuais e normativos.
Agesan destacou ainda que tem subsidiado prefeituras com relatórios técnicos e evidências para ações judiciais e demandas junto ao Ministério Público. No caso de Veranópolis, um relatório recente da agência já havia apontado a necessidade de melhorias no sistema local de abastecimento, reforçando o diagnóstico de fragilidades estruturais.
Outro ponto enfatizado pelo órgão regulador é a importância da participação da população. A orientação é que os usuários registrem protocolos junto à Corsan/Aegea, pelo telefone 0800 646 6444, como primeira instância. Caso o problema não seja resolvido, a reclamação deve ser encaminhada à Agesan-RS, por meio da ouvidoria. Segundo a agência, esses registros são fundamentais para mensurar o número de afetados e embasar medidas administrativas e legais.
O tema permanece como uma das principais demandas da população, especialmente diante dos impactos diretos na rotina e na qualidade de vida dos moradores.
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