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Alta rotatividade desafia mercado de trabalho em Veranópolis

por Alessandra Bernardi

O municipio possui 7.586 postos de trabalho formal. No entanto, a taxa de rotatividade chegou a 43% em 2025

Foto: Divulgação

O mercado de trabalho em Veranópolis apresenta um cenário de oportunidades abertas, mas também de desafios estruturais, especialmente relacionados à permanência dos trabalhadores nos empregos.

Atualmente, o município conta com 87 vagas de emprego cadastradas na agência FGTAS/Sine, número considerado representativo, mas que não reflete a totalidade das oportunidades, já que muitas empresas realizam contratações diretamente, sem intermediação do sistema público.

Além disso, Veranópolis possui 7.586 postos de trabalho formal. No entanto, um dado chama a atenção, a taxa de rotatividade chegou a 43% em 2025, indicando que muitos trabalhadores permanecem pouco tempo nos empregos e acabam migrando entre empresas ou até municípios.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, João Augusto Fracasso, o cenário exige atenção: “O que nos assusta e nos alarma é a taxa de rotatividade".

Outro indicador reforça essa dificuldade de preenchimento das vagas. Ao longo de 2025, foram registrados 2.434 encaminhamentos para empregos, mas, mesmo com 3.910 atendimentos realizados pela agência, a taxa de ocupação das vagas segue baixa. A situação revela um descompasso entre oferta e permanência no trabalho.

Ainda segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, o problema envolve fatores sociais e econômicos, como a busca por melhores condições, deslocamento regional e até a dependência de benefícios como o seguro-desemprego.

A escassez de trabalhadores atinge desde funções operacionais até cargos qualificados, cenário que não é exclusivo de Veranópolis, mas percebido em todo o estado.

Como resposta, o município tem apostado em políticas públicas voltadas à qualificação e à permanência no mercado. Entre as iniciativas, está a oferta de 90 vagas em cursos profissionalizantes, com bolsa permanência de R$ 750 para os participantes que concluírem a formação.

Outro entrave identificado é a falta de habitação popular, considerada um fator que dificulta a fixação de trabalhadores na cidade. Projetos habitacionais estão em andamento, incluindo a construção de moradias com recursos federais.

 

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