Dois anos após enchentes: Veranópolis mantém ações habitacionais e monitoramento de áreas de risco
Ao todo, 25 famílias foram cadastradas inicialmente no município após as enchentes e deslizamentos registrados em 2024
Dois anos após os desastres climáticos que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, a maior parte das famílias de Veranópolis afetadas por deslizamentos e áreas de risco já conseguiu acesso a uma nova moradia por meio do programa Compra Assistida, do Governo Federal. Apesar dos avanços, ainda há processos em andamento e famílias aguardando a conclusão de etapas burocráticas.
Ao todo, 25 famílias foram cadastradas inicialmente no município após as enchentes e deslizamentos registrados em 2024. Dessas, sete pertenciam à área urbana e todas já foram contempladas pelo programa. As demais eram da zona rural, onde os impactos foram maiores.
“Se a gente olhar apenas para os números, são 25 moradias. Mas esses números têm nome e sobrenome”, destacou o secretário de Desenvolvimento Social, William Dornelles.
Atualmente, apenas três famílias deste primeiro grupo ainda aguardam a conclusão dos trâmites para aquisição definitiva dos imóveis. As pendências envolvem processos cartoriais, documentação e regularização das propriedades.
Além disso, outras sete famílias foram cadastradas em 2025, após surgirem consequências tardias das chuvas, como agravamento de estruturas e identificação de novos riscos em residências. Uma delas já recebeu imóvel e as demais seguem em análise junto ao Governo Federal.
Conforme a Secretaria de Desenvolvimento Social, o município foi um dos primeiros da Serra Gaúcha a efetivar compras por meio do programa Compra Assistida. A iniciativa permitiu que famílias em situação de vulnerabilidade adquiram imóveis de até R$ 200 mil com recursos federais.
O desafio, porém, esteve na oferta limitada de imóveis dentro do valor estipulado pelo programa. Em Veranópolis, a média do mercado imobiliário é superior ao teto estabelecido pelo Governo Federal, o que exigiu articulação entre prefeitura, imobiliárias e Caixa Econômica Federal para viabilizar as aquisições.
Mesmo diante das dificuldades, praticamente todas as famílias atingidas já estão instaladas em novas residências. Segundo a administração municipal, além da questão habitacional, houve um acompanhamento social contínuo junto às famílias afetadas.
Famílias permanecem em aluguel social
O município ainda mantém algumas famílias em aluguel social por residirem em áreas consideradas de risco. Conforme a prefeitura, nenhum retorno será autorizado sem avaliação técnica e garantia de segurança.
Atualmente, Veranópolis possui cerca de 65 áreas classificadas como de alto risco, principalmente devido às características geográficas da região serrana. Equipes da assistência social, engenharia e Defesa Civil seguem realizando monitoramentos frequentes, especialmente em períodos de chuva intensa.
Além disso, diversas residências receberam melhorias habitacionais ao longo de 2025, incluindo reforços estruturais, recuperação de telhados e reconstrução de muros afetados pelas chuvas.
Loteamento Isaías Giaretta
Outro tema ligado à habitação que voltou a avançar no município foi o Loteamento Popular Isaías Giaretta. Com a regularização concluída, a prefeitura alterou os prazos previstos na legislação, e agora, os beneficiários têm nove meses para iniciar as construções e até quatro anos para concluir as obras.
A prefeitura também passou a disponibilizar cinco horas de terraplenagem para cada lote, após aprovação dos projetos junto ao setor de engenharia. Atualmente, 15 projetos já foram aprovados no loteamento popular.
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