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Governo do Estado pede prazo maior para avaliar retorno do Gauchão

por Marco Aurélio Santana

Dupla Gre-Nal é a favor da volta do Gauchão antes do Brasileiro, mas autoridades ainda vão analisar os protocolos

Foto: Grêmio / Flickr / Divulgação / CP

Há a perspectiva de o Campeonato Gaúcho ser retomado entre o final de julho e o início de agosto. Porém, para que isso aconteça, a pandemia do coronavírus precisa se retrair ou, no mínimo, se estabilizar no Rio Grande do Sul. Essa é a perspectiva dos autoridades do governo do Estado, que pediram um prazo maior para analisar os protocolos criados pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF) para a retomada do futebol gaúcho.

Em Porto Alegre, Grêmio, Inter e São José realizam treinos físicos há sete semanas. No Interior, porém, a maioria dos clubes não conseguiu voltar a treinar e estão com seus grupos de jogadores desmontados. A insistência pela volta do futebol vem, principalmente, dos dirigentes da dupla Gre-Nal, assustados com os problemas financeiros que a falta do futebol tem causado desde março.

A ideia da FGF era, além de criar uma espécie de bolha ao redor dos pessoas envolvidas em cada jogo, fazê-los em cidades cuja pandemia estivesse mais fraca. Porém, nas últimas semanas, aumentaram o número de locais onde está vigente a bandeira vermelha no sistema de Distanciamento Controlado do Governo do Estado. Neste momento, todos os 12 times do Campeonato Gaúcho têm seus estádios em cidades com bandeira vermelha. 

Em nota, o governo gaúcho pede um prazo maior para analisar o protocolo da FGF, que previa a retomada do Gaúcho com partidas sendo disputadas em seis cidades a partir de 19 de julho. Para que isso fosse possível, o governo do Estado precisaria relativizar as regras do Distanciamento Controlado e permitir jogos em locais de bandeira vermelha – pelas regras atuais, eles só podem ocorrer onde impera a bandeira amarela.

“Neste período (julho e agosto), além da possibilidade das bandeiras vermelhas, o Estado estará em uma época que, historicamente, ocorre o pico da demanda de internações por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) no RS. Portanto, trata-se de um momento especialmente importante em termos de medidas para conter a disseminação do coronavírus”, enfatiza a nota divulgada pela Secretaria de Governança e Gestão Estratégica do Estado (SGGE).

Por Correio do Povo

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