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Durante a pandemia, triplicou o número de brasileiros que compram pela internet

por Almeri T Angonese

Serasa informa que entre março e julho de 2020 o número de pessoas que fazem compras domésticas online passou de 11% para 31%.

Foto: Divulgação

Uma pesquisa feita pelo Serasa, em outubro de 2020, divulgou que, em função da pandemia, praticamente triplicou o número de brasileiros que realizam compras de produtos domésticos pela internet. O levantamento, apresenta que, em março de 2020, quando iniciaram as medidas de distanciamento social 11% dos consumidores faziam compras online de itens domésticos, sem contar os produtos alimentícios. Em julho, esse número passou para 31%.

De acordo com a Serasa, a porcentagem de compras online de produtos alimentícios também teve acréscimo no mesmo período, passando de 60% para 71% o número de pessoas que compram alimentos por meios digitais para consumir em casa, sejam eles em natura ou prontos para consumo. “O cuidado com a saúde trouxe à população uma mudança de hábito que privilegia as compras e interações no ambiente virtual e essa tendência deve continuar após o isolamento social”, avaliou a diretora de Decision Analytics da Serasa Experian, Beatriz Raulino.

Além disso, a pesquisa prevê, que o crescimento no número de contas online continue crescendo e se mantenha após o final do isolamento social. A mesma pesquisa mostrou que 71% dos brasileiros afirmaram ter expectativa alta na entrega de uma experiência digital online. As categorias que mais cresceram no e-commerce em 2020 foram: refeições com aumento de 49%, roupas com aumento 43%, o setor de alimentos teve aumento de 42%, eletrônicos com crescimento de 33% e remédios com aumento de 30%.

“A mudança de comportamento trouxe maior conscientização para consumidores e empresários sobre o ambiente virtual. As pessoas estão mais atentas aos cuidados que devem ter ao realizarem compras ou transações nesse ambiente. As empresas perceberam que precisam de processos seguros e um atendimento eficiente para garantirem o retorno do cliente”, apontou Beatriz.

Brasil é líder no comércio online de produtos domésticos

Durante a pesquisa, a Serasa ouviu cerca de três mil pessoas de dez países, buscando mensurar hábitos de consumo durante a pandemia. No Brasil, houve um crescimento de 20 pontos percentuais no crescimento de compras online entre março e julho de 2020. Além disso, a pesquisa observou uma mudança dos brasileiros na forma de lidar com o dinheiro. Um em cada quatro entrevistados afirmou ter reduzido gastos com produtos supérfluos, 24% deles disseram ter reduzidos gastos desnecessários e 21% afirmaram que passaram a economizar e investir mais em fundos de reserva ou emergência.

Perspectivas para o comércio online em 2021

Com as mudanças nos hábitos de consumo causadas durante a pandemia de Covid-19, as pessoas passaram a confiar mais nas redes online de compra. Para 2021, as perspectivas são de crescimento, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Novos aplicativos, canais, recursos e formatos de compra oferecidos no mundo virtual, prometem manter o crescimento do comércio eletrônico.

De acordo com uma pesquisa do Ebit|Nielsen, o e-commerce brasileiro deve crescer 26% em 2021 e será impulsionado pelo aumento no número de consumidores, consolidação de lojas virtuais locais, fortalecimento de marketplaces e aumento na eficiência logística. Seguindo a tendência de crescimento dos setores no ano passado, em 2021, deve haver um boom no setor de consumo rápido, principalmente o setor alimentício, segundo especialistas.

Algumas tendências para o e-commerce em 2021 são:

Mais opções de frete: o frete grátis é um grande atrativo na hora de realizar a compra online. Já quando o consumidor precisa pagar pelo envio, nem sempre ele está disposto a pagar o frete mais barato e ter que esperar mais tempo para receber a mercadoria. Durante a Black Friday de 2020, 49% dos fretes dos Correios, foram na opção Sedex, mostrando que, a opção de entrega rápida, também tem preferência na hora da compra.

Clubes de assinatura e cobranças automáticas: Em 2015 eram 300 empresas atuando no setor, atualmente, o número se aproxima de quatro mil. Em 2019 o mercado ligado a clubes de assinatura movimentou cerca de R$ 1 bilhão e em 2020 cresceu 12%. Juntamente com os clubes de assinatura, a modalidade de pagamentos recorrentes se consolidou no mercado. Não apenas cobranças automáticas no cartão de crédito. Mas também, entram cobranças através dos meios de pagamento tradicionais, como o boleto bancário e cartão de débito, amplamente utilizados pela população brasileira no e-commerce. Além disso, a maior opção de métodos de pagamento, também se torna atrativa ao consumidor na hora da compra.

Fonte: G1, Jornal do Almoço, PagBrasil.

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