Veranópolis reconhece o Talian como língua cooficial
Lei Municipal foi assinada no dia 08 de maio e divulgação acontecerá durante a La Cucagna Verafest
Nesta terça-feira (20), celebra-se os 150 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul e neste mês, o Talian tornou-se língua cooficial de Veranópolis. O prefeito Cristiano Valduga Dal Pai sancionou no dia 08 de maio a lei que também reconhece o Talian como patrimônio cultural imaterial do município. O projeto foi aprovado na Câmara de Vereadores por unanimidade no dia 07 de maio. Ainda em fevereiro o tema foi uma indicação do vereador Clóvis Simioni (PP), também aprovada em sessão.
A divulgação será realizada durante a La Cucagna Verafest no domingo (25), após a missa em Talian, com a presença do cônsul italiano Valério Caruso.
Conforme a Lei Municipal nº 8.382, o status de língua cooficial permite ao município criar um planejamento linguístico de ação integrada em todas secretaria; valorizar a herança linguística e cultural como forma de salvaguardar um patrimônio imaterial; buscar uma consciência ampla da necessidade de proteger o Talian em todas as formas como base de identidade e cidadania; incentivar o conhecimento e a fala do Talian, em especial nas famílias e com as novas gerações; ensinar o Talian nas escolas por mecanismos culturais de aceitação social, por meio de processos de educação formal, informal e não formal, entre outras ações.
De acordo com o vice-prefeito João Guilherme Mazzeto, Veranópolis pode, inclusive, se tornar uma cidade bilíngue, desde que o Talian seja amplamente utilizado. Para isso, é preciso reacender a questão do dialeto nas escolas. Ainda, a cooficialidade da língua permite que documentos possam ser considerados oficiais estando em Talian.
Na microrregião, Vila Flores, Fagundes Varela e Cotiporã também reconhecem o Talian como língua cooficial, assim como Serafina Corrêa, Farroupilha, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Garibaldi, Antônio Prado e Flores da Cunha, na Serra.
Imigração italiana no RS
Em 1875, chegaram a Nova Milano, atual distrito de Farroupilha, os primeiros imigrantes italianos. O primeiro ciclo migratório ocorreu entre 1875 e 1914, trazendo para o Estado cerca de 84 mil pessoas, que deixaram a Lombardia, o Vêneto e o Tirol em busca de oportunidades e fugindo das tensões que culminaram na Primeira Guerra Mundial. O ápice da imigração foi entre 1884 e 1894, com a chegada de 60 mil italianos, que ajudaram a forjar o Estado.
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