Pastagens apresentam bom desenvolvimento e favorecem alimentação dos rebanhos no RS
Dados foram divulgados pela Emater/RS-Ascar no Informativo Conjuntural
As chuvas regulares, a boa umidade do solo e as temperaturas elevadas das últimas semanas favoreceram o desenvolvimento das pastagens em grande parte do Rio Grande do Sul. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, esse cenário proporcionou boa resposta das plantas às adubações de cobertura, resultando em rebrota vigorosa e incremento de massa verde. Tanto as áreas de campo nativo quanto as de pastagens implantadas se encontram em desenvolvimento vegetativo, com melhora na oferta e na qualidade, favorecendo a alimentação dos rebanhos.
Na bovinocultura de corte, os rebanhos bovinos apresentam boas condições de escore corporal e ganho de peso, reflexo da qualidade das pastagens. Observou-se maior incidência de ectoparasitas, como carrapatos e mosca-dos-chifres, tornando o controle sanitário uma prática constante. O manejo reprodutivo está em andamento na maior parte das regiões, sendo utilizada monta natural, inseminação artificial e repasse com touros.
Na bovinocultura de leite, as altas temperaturas exigiram ajustes no manejo para reduzir o estresse térmico, como mudanças nos horários de pastejo, uso de sombra, ventilação e suplementação alimentar. Apesar de leve queda de produção em algumas propriedades, a boa oferta de forragem ajudou a manter a saúde dos animais.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, em propriedades com sistema à base de pasto, os produtores optaram por ajustar os horários de pastejo, priorizando as primeiras horas da manhã e o final da tarde. Houve atraso da ordenha matinal e antecipação da ordenha da tarde, e nos períodos mais quentes as vacas receberam suplementação com silagem e ração em cochos cobertos. Na de Pelotas, as altas temperaturas provocaram estresse térmico nos animais, levando à redução do consumo alimentar e da produção, o que exigiu maior atenção ao manejo de sombra, à disponibilidade de água e à alimentação dos rebanhos.
Já na ovinocultura, o estado sanitário e o desempenho dos rebanhos são considerados satisfatórios, com bom ganho de peso dos cordeiros. Ainda assim, o calor e a umidade aumentaram a atenção dos produtores para problemas como verminoses, doenças de casco e ectoparasitas.
De forma geral, o cenário é positivo, com pastagens em boas condições favorecendo a pecuária regional, apesar da necessidade de cuidados extras em função do calor intenso registrado no período.
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