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Safra de pinhão começa no RS com queda na produção

por Daniela Affonso

Na região da Serra, as variedades mais precoces estão em fase de maturação e debulha, e as mais tardias em desenvolvimento da semente

Foto: Canva | Divulgação

A temporada do pinhão tem início nesta quarta-feira (1º) no Rio Grande do Sul, conforme Lei Estadual nº 15.915, de 22/12/22, que autoriza a colheita, transporte, comercialização e armazenamento da semente a partir desta data. Na Serra, principal produtora, a Emater/RS-Ascar projeta uma safra menor do que a do ano passado, e um preço um pouco superior. Na safra 2025, foram colhidas em torno de 600 toneladas de pinhão. A previsão para este ano, porém, é de que haja uma redução na colheita na maioria dos municípios da região.

Normalmente, em anos de colheitas regulares, um dos maiores produtores é São Francisco de Paula, com uma produção anual estimada em 120 toneladas em safra normal. Para este ano, a produção prevista é de cerca de 40 toneladas, ou seja, uma redução de mais de 60% em relação à safra anterior. O município conta com cerca de 160 famílias da agricultura familiar envolvidas na atividade de coleta e extração do pinhão.

Cambará do Sul, com cem famílias envolvidas na atividade, apresenta uma estimativa aproximada de produção de 36 toneladas, 40% inferior à safra do ano passado; Bom Jesus, com previsão de colheita de aproximadas 35 t, envolvendo 120 famílias, prevê uma redução na produção de cerca de 30%; já São José dos Ausentes, com uma produção estimada de 30 t e 90 famílias envolvidas, estima uma diminuição de 50% na produção.

Na região da Serra, as variedades mais precoces estão em fase de maturação e debulha, e as mais tardias em desenvolvimento da semente. As pinhas e os pinhões apresentam boa qualidade e sanidade e pinhões e pinhas com tamanhos reduzidos comparativamente ao normal, em função da ocorrência de estiagens prolongadas. Toda a colheita é manual e a cadeia produtiva apresenta poucas iniciativas de beneficiamento, industrialização e armazenamento, concentrando-se a comercialização no período que vai de abril a junho, podendo estender-se até agosto em regiões com variedades tardias.

Comercialização e precificação

As estimativas de preços variam conforme o município e a modalidade de comercialização, feita praticamente toda de forma informal e "in natura". Na Serra, o valor parte de R$ 5,00 ao quilo, no caso de produto entregue aos intermediários, até R$ 16,00 em supermercados, feiras e outros. O beneficiamento da semente na forma de pinhão moído ou de paçoca agrega valor ao produto, que chega a R$ 20,00 ou R$ 30,00 o quilo. O preço mínimo pago para o extrativista de pinhão neste ano, conforme a Portaria do Mapa (nº 868, de 01/12/25), é de R$ 4,63/Kg.

Fonte:  Emater/RS-Ascar

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