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Prefeitura descarta criação de Comitê do Imigrante

por Noele Scur

Lideranças temem novo despreparo com a chegada de estrangeiros

Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Divulgação

O encontro promovido pelo bispo Dom Alessandro Ruffinoni nesta sexta-feira (10), em parceria com o Centro de Atendimento ao Migrante (CAM) reuniu lideranças locais e representantes da prefeitura de Caxias do Sul. Conforme a coordenadora do CAM, Irmã Maria do Carmo Gonçalves, a Fundação de Assistência Social (FAS) pretende que o Conselho de Direitos Humanos atenda as necessidades já que a criação de um comitê para imigrantes deve partir de uma lei federal. O Conselho de Direitos Humanos não teria essa atribuição e não comportaria o tamanho da demanda.

Irmã Maria aponta que o governo do estado tem a criação de um comitê garantida por decreto e em municípios como Bento Gonçalves o comitê já é realidade. “Precisamos de encaminhamentos locais, não dá para ficarmos esperando uma solução do governo federal ou que se constitua uma nova lei do estrangeiro para tratar de soluções que poderiam ser feitas muito tranquilamente em âmbito local”, disse.

Um documento será feito para subsidiar a argumentação de que o município precisa rever a decisão. As propostas devem ser entregues em um futuro encontro com o prefeito Alceu Barbosa Velho.

Caxias do Sul é um dos municípios que mais recebe estrangeiros vindos de Gana, Senegal e Haiti no Brasil. Irmã Maria acredita que as Olimpíadas também serão motivo de outra leva de imigrantes que entrarão no país e permanecerão em busca de emprego. No ano passado, a Copa trouxe grande quantidade de pessoas que não tiveram condições básicas para viver em Caxias do Sul. Uma estrutura improvisada no ginásio do Seminário Nossa senhora Aparecida serviu como solução temporária.

(Acompanhe, em áudio, a entrevista na íntegra com a coordenadora do CAM)

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