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Empréstimo junto ao Badesul promoverá melhorias nas vias urbanas de Guaporé

por Eduardo Cover Godinho

Serão investidos cerca de R$ 5 milhões em obras de pavimentação, capeamento e na compra de uma motoniveladora

Foto: Arquivo Rádio Aurora

O Poder Público de Guaporé está autorizado pela Câmara Municipal de Vereadores a contratar operação de crédito (empréstimo) com o Badesul Desenvolvimento S/A – Agência de Fomento para investimento de obras de infraestrutura urbana e aquisição de equipamento rodoviário. O polêmico projeto de Lei 44/2018, encaminhado no mês de maio pelo Executivo para apreciação, passou com aval da maioria dos representantes do povo na sessão ordinária da segunda-feira, dia 25 de junho. Com o plenário Roberto Baldasso recebendo um bom número de munícipes, os parlamentares da situação e oposição debateram ao longo de três horas os prós e contras da contratação do empréstimo de R$ 5 milhões junto ao Badesul. No final, vitória de 6x5 com voto de desempate do presidente da Casa do Povo, Homero Marcolina (MDB). Votaram favoravelmente: Rodrigo De Marco e Antônio Pandolfo (PDT), Diego Nodari e Dra. Marisa Bordin (PTB), Jairo Zanatta e Marcolina (MDB). Contrários foram: Adílio Pasini, Pato e Valcir Fanton (PP), Ronaldo Donida e Valter Mann (PT).

“Votei favorável para dar a oportunidade àqueles moradores que ainda não têm pavimentação, que possam tê-la. Sei também que não serão feitas em todas as ruas, mas será dado mais um grande passo”, disse o presidente do Poder Legislativo.

Com o valor contratado, o Poder Público pavimentará e capeará vias urbanas nos bairros São José, Centro, São Cristóvão, Nossa Senhora da Paz, Santo André, Vila Verde e Conceição: pavimentação asfáltica, saneamento, luz e esgoto da Av. Alberto Pasqualini e travessa São José (bairro São José); pavimentação asfáltica das ruas da Vila Verde, Ângelo José Bordin (em frente ao salão comunitário do bairro São Cristóvão), Giolle Ghiggi (a partir da rua Pinheiro Machado – sentido Sul no bairro Nossa Senhora da Paz – Promorar), parte da Augusto Ribeiro e Pedro Teochi (bairro Santo André), XV de Novembro (em frente ao ginásio do Lar da Criança Primo e Palmira Pandolfo) e prolongamento da Guilherme Mantese (ao lado da subestação – bairro Conceição); capeamento asfáltico da Av. Scalabrini (trecho entre a rua José Bonifácio e Campos Sales) e Irmão Antônio Quast (bairro Conceição). O Poder Público fará a aquisição, para o reforço no Parque de Máquinas, de uma motoniveladora.

O líder do Governo Fabris (PDT) e Bastian (MDB) no Poder Legislativo, vereador De Marco, afirmou que, diferente dos anos em que o PP estava comandando os destinos do Município, nesta oportunidade os vereadores de oposição fizeram política em cima do projeto de empréstimo.

“Nas outras oportunidades, inclusive em 2014 em duas ocasiões, os projetos de empréstimo eram votados em uma semana, sem grandes discussões na Casa do Povo. Não fizemos política em cima, porque entendemos que era salutar para Guaporé. Aprovei dois projetos em 2014 que totalizam empréstimo na ordem de R$ 3,5 milhões. Esse beneficiará centenas de moradores e, podem ter certeza, que o prefeito Fabris e sua equipe de Governo não irão endividar a máquina pública”.

Valter Mann (PT) salientou que, não foi contrário ao investimento para as melhorias de infraestrutura, mas sim, no valor que será contratado através de empréstimo.

“Embora o Executivo conte com a maioria na Câmara, acreditávamos que os vereadores seriam sensíveis ao apelo da comunidade. A minha posição e dos demais vereadores de oposição foi sempre a mesma: não ser contra o progresso da cidade, apenas ter cautela quando se trata de empréstimo de valor tão elevado. Fiz uma proposta ao Executivo, que foi aprovada por todos os vereadores, de que fosse dividido em duas parcelas de igual valor: R$ 2,5 ou 3 milhões. Uma de imediato e a outra no ano que vem, se a política econômica se estabilizar. O Executivo não aceitou”.

O petebista Diego Nodari afirmou que o investimento, que poderá ser pago parceladamente ao longo de seis anos, não comprometerá os cofres da Administração Municipal e trará melhoria na qualidade de vida das famílias beneficiadas.

“Todos os governos que administraram Guaporé contrataram, junto às instituições financeiras, operações de crédito, ou seja, fizeram empréstimos. Apesar da preocupação dos colegas do PP e PT, o Município tem capacidade de pagamento. Logo, muitos que estão criticando, irão elogiar e se beneficiar pelas obras que serão executadas”.

Pita (PP) disse que o valor buscado de empréstimo junto ao Badesul é alto e a Administração Municipal corre riscos de endividamento da máquina pública.

“O PP não é contra as vias urbanas que serão pavimentadas. Achamos que o valor de R$ 5 milhões é alto pelo momento que o país está passando hoje. Não sabemos como vai ficar a economia do Brasil, já que o ano é de eleições. Outro ponto que destaco é que os moradores beneficiados com a nova pavimentação terão que pagar. Diferente do que falaram, nunca fui consultado para ‘colocar’ ou ‘tirar’ uma rua. Tiraram as vias do Distrito de Colombo, da Linha Sétima e outras e não nos consultaram”.

Jairo Zanatta, líder do MDB na Câmara, destacou que sem o empréstimo, dificilmente as obras de pavimentação seriam executadas.

“Votei favorável por entender as dificuldades enfrentadas pelos moradores nas ruas não pavimentadas, e sem esta iniciativa essas obras dificilmente poderiam ser realizadas a curto ou médio prazo”.

Conforme o projeto, o Poder Executivo terá cinco anos, sem contar a carência de 12 meses, para quitar o empréstimo com a Agência de Fomentos. O financiamento será amortizado em 60 parcelas mensais, corrigidas pela SELIC + 6% ao ano. Os vereadores de oposição estimam que a Administração Municipal pagará mais de R$ 2 milhões em juros, dinheiro este que poderia ser investido nas áreas da saúde, educação, segurança ou em outras obras de infraestrutura.

A própria comunidade almejava que os vereadores tivessem mais cautela nessa questão de buscar dinheiro a qualquer custo. Vamos ter em mente que o Executivo vai contrair um empréstimo de R$ 5 milhões e em 60 meses vai pagar mais de R$ 7 milhões, ou seja, mais de R$ 2 milhões de juros. Todos temem acontecer algo semelhante ao ocorrido com o Governo Estadual, que contraiu ao longo dos tempos empréstimos e hoje temos um estado em situação pré-falimentar que, sequer tem dinheiro para pagar o funcionalismo em dia, repasses da saúde e educação e fornecedores seguem atrasando”, disse Mann.

Central de Conteúdo Unidade Rosário

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