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Primeira Indígena Kaingáng no Estado a se formar em Medicina por ações afirmativas é de Ronda Alta

por João Lima

Para o futuro, Lucíola busca dar o retorno para a comunidade e a família.

Foto: Divulgação

Residente na Terra Indígena Serrinha, no município de Ronda Alta, distante 354 km da capital, Porto Alegre Lucíola Maria Inácio Belfort será a primeira cotista indígena a se formar Medicina no Rio Grande do Sul. A colação que será pela UFRGS -Universidade Federal do Rio Grande do Sul, acontecerá em Porto Alegre na noite de hoje, 19 e contará com a presença de amigos, parentes, de lideranças tradicionais indígenas e representantes de organizações indigenistas. “Muitas gerações do meu povo e de outros lutaram por essa conquista, é um instante onde sangue, emoção, história e vitória se encontram, e eu fico agradecida por ser um instrumento nessa trajetória”. Destacou a futura médica sobre a conquista e a superação das diferenças étnico-raciais.

A indígena que dividiu o tempo de estudo com os trabalhos em casa, cuidando do filho que teve no primeiro ano da faculdade, conta que sofreu descriminação de alunos e até de alguns professores durante o curso, sendo motivada pelo sonho de conquistar o título de médica. Anteriormente formada em enfermagem pela UNIJUÍ, iniciou nas atividades clínicas no município de Três Palmeiras, desenvolvendo trabalhos em Programas de Saúde da Família – PSF. Depois dessas atividades, trabalhou como coordenadora de polo base na antiga FUNASA, hoje SESAI, em São Feliz do Araguaia, em Mato Grosso, sempre com comunidades indígenas.

Para o futuro, Lucíola busca dar o retorno para a comunidade e a família, sendo uma representante e aplicando os conhecimentos adquiridos principalmente na defesa e no auxílio da aldeia Kaingáng, “Pretendo continuar trabalhando com populações indígenas nas esferas estaduais e federais, iniciando em aldeias. Também pretendo aumentar minha família, pois meu pequeno Kafág completará 6 anos, e historicamente os indígenas tem um grande número de filhos”, destacou ela em risos.  

Segundo o prefeito Miguel Angelo Gasparetto, a formação profissional é muito importante e Lucíola é um exemplo para o município e comunidade indígena onde foi criada. “A primeira integrante da comunidade indígena Kaingáng a obter o diploma de médica, inserida numa parcela de 10 % da população de Ronda Alta (aproximadamente 1100 habitantes) tem um significado marcante na cultura indígena e no município, sendo exemplo e servindo de motivação para que outros jovens busquem o ensino superior”, salientou Miguel.

Lucíola que será formada pelo sistema de ações afirmativas da UFRGS vem de uma família de estudiosas composta por quatro irmãs, sendo duas advogadas, uma jornalista, uma artista e escritora e a mãe, uma professora bilíngue, todas com experiências reconhecidas em suas áreas de atuação voltadas às questões indígenas.

 

De: Assessoria de Impresa/Ronda Alta

Central de Conteúdo Unidade Rosário

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