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Unidades da BRF de Marau e Serafina Corrêa proibidas de vender frango à União Europeia

por Eduardo Cover Godinho

Cerca de 80% do volume produzido nas duas unidades são exportados, sendo 20% para o bloco europeu. Não há indicativo de demissões

1,6 mil funcionários trabalham na BRF em Serafina Corrêa, o que representa 10% da população
Foto: Divulgação

“Não há indicativo de demissões, férias coletivas ou paralisação das atividades. Mas os mais de 1,6 mil funcionários da unidade de Serafina Corrêa estão preocupados com a proibição da venda de frango para o bloco europeu”, afirmou José Modelski Júnior, vice-presidente e secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Serafina Corrêa. A unidade da BRF do município, assim como a de Marau e outras 10 no Brasil, estão proibidas de comercializarem a carne de frango, ou seja, exportarem para os países que fazem parte da União Europeia (UE). O embargo atinge 20 frigoríficos brasileiros, sendo 12 da BRF e outros oito de empresas e cooperativas do Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo.

As duas unidades gaúchas empregam cerca de 4,4 mil trabalhadores e são as duas maiores empregadoras dos municípios. 80% do volume produzido é destinado para fora do país. A UE responde por aproximadamente 20% do que vai para o exterior. A decisão do embargo foi anunciada pela Comissão Europeia e passará a ter validade dentro de 15 dias após a publicação oficial. Para Modelski, a BRF tem capacidade de superar o problema das exportações para a UE e encontra-se em negociações com outros mercados. Ele afirma que a medida evidencia uma barreira comercial e não está baseada em questões sanitárias, mas políticas e de proteção do mercado europeu.

“Vamos fazer algumas ações mais amplas. Somos filiados à União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação e temos como fazer uma campanha lá fora denunciando o anúncio ao embargo à exportação da carne de frango, destacando que esta infeliz ação poderá ter reflexos graves como crises social e econômica para o país. O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo e há muitas questões envolvidas. Não há logica na proibição da venda de frangos para a UE. Todos afirmam categoricamente que, apesar de alguns problemas que devem ser corrigidos, não há motivos para o embargo. Percebe-se que é uma guerra comercial”, afirma.

A direção BRF definiu que algumas unidades sofrerão mudanças no funcionamento nos próximos dias. Haverá férias coletivas e paralisação das atividades, mas nenhuma das ações atingirá as unidades do Rio Grande do Sul, salientou Modelski.

“A BRF está se adaptando e buscando novos mercados. Poderá demorar alguns dias e o volume das exportações deverá ser menor do que o praticado para o bloco europeu. No momento queremos tranquilizar os funcionários e seus familiares. Não há indicativo de férias coletivas, demissões ou paralisação, volto a repetir. Temos confirmada uma reunião no dia 4 de maio com a direção geral BRF em São Paulo para a confirmação dos planos para o enfrentamento do embargo e projetos futuros para crescimento das atividades de abate de frango”.

A gigante do setor de carnes BRF, dona de diversas marcas, entre elas Sadia, Perdigão e Qualy, é a maior exportadora de carne de frango do mundo. A União Europeia é o principal comprador do frango brasileiro.

Central de Conteúdo Unidade Rosário

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