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Como sou?

Neusa Picolli Fante

Às vezes é difícil distinguir quem é forte, ou quem é fraco. Com ideias distorcidas que tomam conta, com percepções incoerentes que vão sendo construídas, assim a concepção de forte e fraco vai se integrando, ou perdendo-se, passadas de um para outro...

Não chore, não mostre que é fraco. Passe por cima da sua dor. Sorria sempre. São ideias passadas entre algumas pessoas, errôneas, que mostram como os indivíduos se equivocam. Assim o verdadeiro e o que é sentido é tido como fraqueza.

Acredito que o forte chora, mergulha na dor que sente, enxuga as lágrimas e vai para vida. Segue adiante, vai ao encontro de novos desafios. Então chorar não é sinal de fraqueza. Concorda?

Passar por dentro da dor é o que nos deixa diferentes, com olhar ampliado, sensíveis com a dor do outro e com a nossa. Não é superar, é passar pelo meio, para ser único, sensível, verdadeiro, ressignificando as dificuldades do caminho. Dando assim um novo sentido para o viver....

O forte cai e levanta quantas vezes se fizerem necessárias. Enquanto o fraco cai e não levanta, cria desculpas para não se erguer mais, fica a rastejar no chão frio.

O forte avalia o perdido e mergulha ao encontro do que pode ser um ganho, do que está incógnito, embora presente.

O forte desmorona sim, em diversas ocasiões. Mergulha na sua dor e constrói maneiras para se erguer, para começar de novo de um novo jeito.

Às vezes as pessoas se mostram: Impulsivas, intempestivas, corajosas, determinadas, com os pés fora ou dentro do chão. Seguem suas buscas, e mostram o ser forte ou fraco? Talvez os dois se encontrem próximos e ainda confusos em alguns momentos. Talvez o diferencial seja construído individualmente por cada um de nós.

 

Sobre o autor

Neusa Picolli Fante

Psicóloga Clínica e Especialista em Teoria, Pesquisa e Intervenção em Luto. Graduada em Comunicação Social.  Autora do livro Caminho dos Girassóis: Uma abordagem sobre o luto, Dor sem Escuta, Entrelinhas da Vida, Quintais da Minha alma.

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