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Caso Gasparetto: “O crime não passará impune. Descobriremos os autores e apresentaremos eles para que sejam responsabilizados pela Justiça”, afirma delegado Augusto Cavalheiro Neto

por Eduardo Cover Godinho

Com importante auxílio da Delegacia de Polícia Civil (DP), de Guaporé, delegado responsável pelo crime afirma que investigação está adiantada

Na localização do corpo, delegado Augusto (E) abriu inquérito policial para apurar a motivação e a autoria
Foto: Henrique Pedersini

A morte do motorista profissional, que trabalhava para a WAY/RS, chocou a comunidade de Guaporé e municípios das regiões da Serra Gaúcha e Vale do Taquari pela brutalidade empregada pelos criminosos. Celso Antônio Gasparetto, 57 anos, foi encontrado morto com disparos de arma de fogo. O corpo estava numa área verde, em lugar de difícil acesso na Linha Cedro, zona rural de Encantado, distante cerca de 55km da sua residência. Pelo menos seis disparos de pistola 9mm foram efetuados na cabeça e na nuca.

O assassinato está sendo investigado pela Polícia Civil (PC). O caso é de responsabilidade da Delegacia de Polícia (DP), de Encantado, comandada pelo delegado Augusto Cavalheiro Neto que afirmou que os criminosos serão responsabilizados pelo ato. Entre as hipóteses trabalhadas estão a de execução e, não se afasta a possibilidade do latrocínio. O desafio maior, conforme o delegado, é descobrir a motivação, o que levou ao desfecho trágico, e principalmente quem foram os autores.

“Estamos com duas ou três linhas de investigação. Checando todas com muito cuidado. Pelo cenário e condições do local do crime, não descartamos, mas praticamente eliminamos a possibilidade do latrocínio e ficamos com a hipótese de homicídio. O que podemos deixar bem claro é que o crime não passará impune. Descobriremos os autores e apresentaremos eles para que sejam responsabilizados pela Justiça”.

Gasparetto, segundo apurou o delegado Augusto, não tinha vínculos direto com a cidade de Encantado. Por ser morador da “Capital da Hospitalidade”, a troca de informações com os agentes da DP de Guaporé, comandada pelo delegado Tiago Lopes de Albuquerque, será fundamental para a elucidação do crime.

“A desavença e a motivação não deve ter origem em Encantado, mas sim na cidade onde residia. Nos socorremos com os policiais civis de Guaporé para dar andamento às investigações e chegar a autoria. Todo o crime não é de fácil elucidação, mas estamos trabalhando de forma rápida. Sabemos que quanto mais o tempo vai passando, mais difícil fica a elucidação, não impossível. Porém, nesse caso, acredito que tenhamos a possibilidade de identificar os autores e responsabilizá-los”.

O delegado Augusto destacou ainda:

“Não se trata de um homicídio daqueles que encontramos o corpo e não se tem nenhuma informação sobre o caso. Temos algumas coisas, porém, não podemos adiantar”.

O veículo Chevrolet Cobalt, cor preta, utilizado por Gasparetto para trabalhar e, no fatídico dia 20 de setembro, transportar os criminosos durante uma corrida, foi localizado abandonado próximo a Lagoa da Garibaldi, na estrada São José. Ele estava com as portas fechadas, destravadas e apresentava avarias na parte da frente e na traseira. Distante deste ponto, colegas da vítima, policiais militares e civis, após buscas em um matagal, encontraram o aparelho de telefone celular e a carteira. A localização só foi possível graças ao sistema de rastreabilidade do sinal, por meio de ferramenta do aplicativo, já que o celular de Gasparetto estava ativo.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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