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Campanha da Fraternidade 2021 evidencia o diálogo entre as comunidades

por Eduardo Cover Godinho

O tema da campanha deste ano é: 'Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor', que tem como principal objetivo superar as polarizações por meio do diálogo

A Conferência Nacional dos Bispos (CNBB) e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) lançaram na quarta-feira de Cinzas, dia 17 de fevereiro, a 57ª edição da Campanha da Fraternidade. A CFE 2021, a quinta ecumênica - congrega diversas denominações cristãs com objetivo de valorizar as riquezas em comum entre as igrejas – tem como tema "Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema é “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”. A grande proposta é o diálogo. Dialogar como compromisso do amor.

Na Paróquia Santo Antônio de Guaporé, o lançamento aconteceu durante a celebração religiosa com Imposição das Cinzas, ocorrida na manhã da quarta-feira, na Igreja Matriz. Além da mensagem repassada pelos sacerdotes, que será estendida ao longo do período para despertar a solidariedade dos fiéis com a luz da Palavra de Deus, cartazes da campanha foram colocados nas proximidades do altar e em outros pontos do templo religioso.

Padre Antônio Geraldo Dalla Costa, vigário da Paróquia Santo Antônio, salienta que o período deve ser de reflexão sobre o tema proposto. O diálogo de amor entre as pessoas, afirmou, está cada vez mais distante e cada um deve, de forma individual, refletir e, principalmente, buscar a boa convivência com o próximo, superar os conflitos e tornar os caminhos para uma construção de paz.

“É necessário e importante resgatarmos o diálogo de amor. Estamos inseridos num cenário marcado por polarizações, ódio, individualismo, ausência de escutas, enfim. Precisamos compreender e valorizar o outro e perceber os pontos em comum que nos unem. A partir do momento que eu não valorizo será difícil estabelecer um clima de diálogo. O diálogo requer ‘escuta’, saber escutar. No mundo de hoje, temos muitas pessoas que falam e poucos que escutam. Requer paciência, saber suportar, esperar e ter dentro do coração uma disposição para superar os conflitos. É um tempo de construir pontes ao invés de muros”, disse o vigário.

Pe. Antônio salientou ainda:

“Posso discordar das ideias do outro, mas devo respeitá-lo. Fraternidade e diálogo, compromisso de amor. Que possamos assumir o diálogo como estilo de vida de quem ama, assim como Cristo nos ama. Que o período de Quaresma nos ajude no caminho da conversão e que sejamos pessoas melhores dia após dia”.

Durante quarenta dias os cristãos são chamados a estudar, iluminar a nossa realidade e rezar a frase: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”. A mensagem convida as comunidades de fé e as pessoas de boa vontade a pensarem, avaliarem e identificarem caminhos para superar as polarizações e as violências através do diálogo amoroso, testemunhando a unidade na diversidade.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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