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Arcebispo institui Ministério do Serviço Litúrgico na comunidade católica de Guaporé

por Eduardo Cover Godinho

Silvio Antônio Bedin e Tarso Apolônio Zeni avançaram mais uma etapa antes da ordenação diaconal da primeira turma do Diaconato Permanente da Arquidiocese de Passo Fundo

Em cerimônia religiosa realizada na Igreja Matriz Santo Antônio, no sábado, dia 26 de setembro, o Arcebispo Dom Rodolfo Luis Weber instituiu no Ministério do Acolitato Tarso Apolônio Zeni e Silvio Antônio Bedin. Ambos fazem parte do grupo de doze lideranças que integram a primeira turma do Diaconato Permanente da Arquidiocese de Passo Fundo, iniciada em 2017 com os estudos teológicos. Em 2020 completa-se o processo formativo com as instituições dos Ministérios (Leitorado e Acolitato) que antecedem a ordenação diaconal, prevista para acontecer em meados do próximo ano.

A celebração religiosa contou com a participação de representantes das comunidades, pastorais, serviços e movimentos da comunidade católica que, respeitadas as normas sanitárias vigentes, tomaram conta da nave central da Igreja Matriz. O movimento Convívio Damasco animou, coordenou e deu brilho à celebração, que, em comunhão com a Igreja do Brasil, celebrava o Dia Nacional da Bíblia e o Dia Internacional do Refugiado e do Migrante. Ao lado do Arcebispo, seis padres da Congregação dos Missionários de São Carlos estiveram concelebrando: Pedro Luis Nierotka, Mauro José Organista, Antônio G. Dalla Costa, da Paróquia de Guaporé, Joel Ferrari, do Recanto São Carlos, Ivo A. Pretto, da Paróquia de Serafina Correa e Roberto Gasparetto, do Paraguai.

Inspirada na tradição apostólica e na bimilenar história da Igreja Católica, o Diaconato Permanente faz parte e realiza o primeiro dos três graus do Sacramento da Ordem. Trata-se de uma vocação específica, que tem caráter próprio e é instituído para o serviço eclesial, especialmente, aos necessitados, como está apresentado em Atos dos Apóstolos (At. 6, 1-6). Foi retomado e atualizado pelo Concílio Vaticano II (1962-1965), visando uma inserção e diálogo maior da igreja com as diferentes situações do mundo da vida, especialmente, as que dizem respeito às questões sociais. O Papa Francisco tem enfatizado que o Diácono Permanente é o custódio do serviço na igreja. Como vocacionados, os Diáconos Permanentes são chamados a integrar e reforçar as equipes pastorais e podem atuar nas celebrações litúrgicas e nas mais diferentes pastorais sociais. Isso fica claro nas Diretrizes para o Diaconato Permanente no Brasil (nº 58), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil: “Na promoção social e na vivência das obras de misericórdia, o diácono assume a opção preferencial pelos pobres, marginalizados e excluídos. Ele é o apóstolo da caridade, envolvido com a conquista da sua dignidade e de seus direitos econômicos, políticos e sociais. Está próximo da dor do mundo. Deixa-se tocar e sensibilizar pela miséria e pelas provações da vida”.

Na Igreja Católica do Brasil, atualmente existem mais de cinco mil Diáconos Permanentes ordenados que se articulam no Conselho Nacional dos Diáconos. Um Diácono Permanente vincula-se diretamente ao seu (Arce)bispo e seu trabalho pastoral é realizado de forma voluntária.

Mensagem de Guaporé

Na celebração de instituição do Ministério do Acolitato, Marlon Pizzutti, representando a Comunidade Católica de Guaporé, se manifestou.

“Estimado Dom Rodolfo, Em nome da nossa comunidade Católica de Guaporé, agradeço a presença do senhor que veio presidir esta Celebração Eucarística de instituição no Ministério do Acolitato a Tarso e Silvio, confirmando a caminhada que estão fazendo para o Diaconato Permanente.

Desde o início deste processo, lá em 2017, nossa comunidade católica acolheu e apoiou esta iniciativa da nossa Arquidiocese, de retomar e atualizar a tradição da nossa Igreja, que remonta aos Atos dos Apóstolos e que foi retomada no Concílio Vaticano II: a de consagrar pessoas para o Ministério do Diaconato Permanente, como vocação do Serviço às necessidades do Povo de Deus, especialmente aos que mais precisam. Estamos contentes que Tarso e Silvio tenham aceitado o convite e estejam neste caminho formativo.

Sabemos que ambos irão muito contribuir na dinamização da pastoral da nossa Paróquia. Não para substituir os nossos padres, que tão bem atendem nossas comunidades, mas para estar ao seu lado, exercendo a especificidade de sua vocação diaconal, que é a vocação do serviço. Certamente, com nossos padres, os futuros diáconos irão realizar uma ação pastoral de conjunto visando o bem do Povo de Deus. Dom Rodolfo, nossa Igreja é viva e exigente. Temos 42 comunidades espalhadas pela cidade e pelo interior que, além das inúmeras lideranças que já estão se dedicando, precisam da presença de ministros ordenados para cultivar e alimentar sua fé e suas práticas religiosas. Temos 25 pastorais, movimentos e serviços constituídos, que carecem de apoio, orientação e presença mais constante. E temos muitos desafios e necessidades que precisam da atenção pastoral da Igreja. Precisamos fortalecer nossas comunidades, pra que sejam espaços de cultivo da fé e possam ser, como tão bem convoca nosso querido Papa Francisco, “igrejas em saída”.

Nós acreditamos que o Diaconato Permanente vem ao encontro das exigências deste novo tempo que vivemos, um tempo de profundas mudanças. Como comunidade Católica, somos gratos ao Senhor por acolher e implementar esta proposta em nossa Arquidiocese.

Por fim, queremos reafirmar que o Senhor pode contar sempre com nossa Comunidade Católica e desejamos hoje expressar nosso profundo agradecimento através deste mimo que expressa nosso carinho e gratidão por sua presença entre nós. Muito obrigado”.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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