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“Estudo Hidrológico mostrará os problemas, depois deverão vir os projetos”, afirma Dra. Vania Elisabete Schneider

por Eduardo Cover Godinho

Diretora do Instituto de Saneamento Ambiental da UCS salienta que relatório completo sobre gargalos do curso de água no Arroio Barracão será apresentado em breve

Através de videoconferência, UCS apresentou o relatório ao prefeito Fabris
Foto: Divulgação

A equipe do Instituto de Saneamento Ambiental da Universidade de Caxias do Sul (UCS), sob coordenação da Dra. Vania Elisabete Schneider, apresentou ao Poder Público Municipal de Guaporé, através de videoconferência realizada na quarta-feira, dia 13 de agosto, o relatório final do projeto de “Avaliação do Sistema de Escoamento Superficial do Arroio Barracão e Vulnerabilidade e Suscetibilidade ao risco de Inundação”.
Diferente do que muitos moradores ribeirinhos pensam, o chamado Estudo Hidrológico, desenvolvido há cerca de um ano pela UCS, não apresentará projetos.
“Estudo Hidrológico mostrará os problemas, depois deverão vir os projetos. Nós não estamos trabalhando com os projetos, apenas estudando os problemas para caracterizar e apontar onde estão e quais são”, disse a diretora.
Conforme a Dra. Vânia, a configuração do leito do Arroio Barracão, que corta a cidade de Norte e Sul, foi sendo alterada com o passar das décadas pelos Governantes e transformada em um canal.
“Essas intervenções que foram feitas, sem um estudo hidrológico prévio, levam às condições atuais. Dificilmente vamos conseguir evitar que certas situações continuem ocorrendo sem um o estudo. Este vai revelar onde são os pontos nefrálgicos e em alguns casos até se há necessidade de remoção de algumas residências. Se observarmos o comportamento do rio quando chove, na verdade, o que ele quer é reconquistar o seu canal e tudo o que está em seu caminho será atingido”, destacou.
A supressão da vegetação, o uso do solo para a agricultura e os avanços das impermeabilizações com as edificações resultam no maior escoamento de água e no acúmulo de detritos para dentro do canal.
“A curto, médio e longo prazo, o Município vai ter que investir em projetos de bacias de contenção. O estudo revela onde poderão ter os melhores resultados com as bacias, porém, estas não resolverão tudo. Nenhuma ação individualmente vai resolver o problema como um todo”.

Medidas paliativas
Para evitar novos transbordamentos e mais prejuízos financeiros para os moradores ribeirinhos, o Arroio Barracão deveria, conforme a diretora, passar por uma grande reconfiguração, ou seja, as matas ciliares e as laterais preservadas deveriam novamente fazer parte da paisagem. Porém, é algo quase que surreal. A diretora do Instituto Dra. Vania, salienta que manter o canal em constante manutenção (limpeza), bem como os terrenos dos imóveis ribeirinhos é crucial.
“É uma medida emergencial, porém, paliativa. Temos que evitar que o canal fique entupido e não ficar permanentemente removendo resíduos, galhos, entulhos de dentro do canal. Passa por uma sensibilização geral da população de não jogar nada dentro do Arroio Barracão. O efeito sobre quem está no caminho do rio vai existir enquanto alguém estiver no ‘caminho do rio’. Será recorrente para quem está com a casa praticamente em cima do rio. Não é problema político, do Poder Público, é uma questão ambiental. É o ‘rio’ dizendo: esse lugar é meu, você que está no lugar errado. O grande desafio no aspecto político é como gerenciamos isso com a população que está assentada há bastante tempo ou que sofre com esse problema. Resolver definitivamente significa, também a retirada de contenções ao longo do curso para deixar que o rio flua livre o seu caminho original”, afirmou.

A apresentação
A apresentação do relatório final do Estudo Hidrológico deverá ocorrer nos próximos dias. As autoridades ainda estudam a forma de como mostrá-lo para a comunidade, devido às medidas sanitárias e de segurança exigidas para o enfrentamento à Covid-19.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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