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Pelo direito de trabalhar! Comerciantes e prestadores de serviços fazem manifestação em Guaporé

por Eduardo Cover Godinho

De máscara e com fitas brancas para marcar o distanciamento, grupo levou uma faixa com os dizeres: “Se trabalhar não é mais um direito, pagar impostos não é mais um dever! #todotrabalhoéessencial”

A área central de Guaporé, conhecida como a “Capital da Hospitalidade”, foi palco na manhã do sábado, dia 27 de março, para uma manifestação pacífica com objetivo de chamar atenção do Governo Estadual para que reconsidere as medidas publicadas nos decretos do Distanciamento Controlado que restringem o atendimento presencial aos sábados, domingos e feriados. No largo da praça Vespasiano Corrêa, aproximadamente 100 pessoas, entre empresários e colaboradores de estabelecimentos considerados “não essenciais”, prestadores de serviços das áreas da beleza e estética, entre outros, estiveram mobilizados e pediram flexibilização para que as atividades econômicas possam fluir normalmente.

Com máscara e com fitas brancas para marcar o distanciamento pessoal, respeitando o regramento sanitário preconizado pelas autoridades de 1,5 ou 2 metros para evitar a disseminação do coronavírus (Covid-19), os manifestantes iniciaram o ato com um grande círculo e na sequência, pelas vítimas da doença, pelo trabalho e sobrevivência econômica, rezaram um “Pai Nosso”.

“Chegou o momento nos fortalecer e consolidar essa união da família do chamado ‘comércio não essencial’, prestadores de serviços, academias e espaços esportivos prejudicados pelos decretos do Governo Estadual. Por nossos administradores, que também se fortaleçam e juntem-se a nós em prol do bem comum. Agradecemos desde já o apoio e compreensão das nossas entidades de classe (CIC, CDL e AJOLI), as quais nos representam. Oramos o ‘Pai Nosso’ também por todas as pessoas que, infelizmente perderam a batalha contra a Covid-19 e seus familiares que tanto sofreram. Estamos fortes, unidos por apenas um propósito que é trabalhar”, disseram os manifestantes que estavam portando uma grande faixa com os dizeres: “Se trabalhar não é mais um direito, pagar impostos não é mais um dever! >#todotrabalhoéessencial”.

O grupo, após a manifestação em respeito às vítimas e buscando na fé forças para encarar mais um momento delicado na pandemia, caminhou em silêncio ao redor da praça. Mantendo o distanciamento, eles demostraram que estão unidos. Um dos presentes levou um pequeno cartaz que destacava a seguinte frase: “Só queremos trabalhar. Será que é pedir muito?”.

“Esses setores econômicos não são os vilões. Estamos pagando um preço muito caro pela irresponsabilidade de muitos que não respeitam as medidas. Nossos estabelecimentos se adequaram a todas as normas requeridas pelos governantes. Nos adaptamos. Jamais colocaríamos a nossa vida, a dos funcionários e dos clientes em risco. É o ganha pão. Todo trabalho é essencial. Não somos vilão. A melhor vacina que oferecemos, até que a comunidade não esteja totalmente imunizada, são os protocolos de prevenção seguidos à risca pelos estabelecimentos dos setores”, afirmaram os presentes que, para encerrar o ato, se posicionaram defronte a Igreja Matriz Santo Antônio e efetuaram uma salva de palmas em comemoração a união das classes econômicas na luta pelo direito de trabalhar.

Após a manifestação, os empresários, colaboradores e prestadores de serviços dispersaram e muitos, mesmo com a proibição estabelecida em decretos publicados pelo Governo Gaúcho, abriram seus estabelecimentos para atendimento à clientela.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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