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Guaporense é homenageado com o título de Cidadão Bajeense

por Eduardo Cover Godinho

Nascido em 13 de julho de 1939, Abílio Rodrigues Chaves atuou por 12 temporadas no Guarany Futebol Clube, de Bagé. Honraria partiu do vereador Geraldo Saliba (PTB)

O Guarany Futebol Clube, de Bagé, comemorou no domingo, dia 14 de julho, o título de campeão da Segunda Divisão Gaúcha 2019. De forma invicta, a equipe conquistou o lugar mais alto do pódio após longos meses de muito trabalho e dedicação da diretoria, comissão técnica, jogadores e torcedores. Antes da bola rolar para a partida decisiva diante do Brasil (Farroupilha), as festividades já tomavam conta da cidade. Na sexta-feira, dia 12, através da proposição do vereador Geraldo Saliba (PTB), o ex-jogador Abílio Rodrigues Chaves, 80 anos, natural de Guaporé, recebeu o título de “Cidadão Bajeense”, durante solenidade (sessão solene) na Câmara Municipal de Vereadores. A honraria é uma homenagem a um dos principais goleadores dos 112 anos de história do Guarany.

Nascido em 13 de julho de 1939, Abílio balançou as redes adversárias 79 vezes com a camisa do selecionado bajeense. Ele, durante seus 12 anos defendendo o clube, não perdeu nenhum clássico contra o rival Grêmio Esportivo Bagé, popularmente conhecido como Bagé. Na campanha, além de aposentar-se no Guarany, exerceu a função de diretor, tornando-se campeão da segundona. O goleador, nascido na “Capital da Hospitalidade”, teve sua primeira chance como profissional no Aimoré, de São Leopoldo, em 1958. Centroavante de forma física, Abílio chamou a atenção de grandes clubes brasileiros e acabou parando em São Paulo, onde defendeu as cores do Palmeiras durante quatro anos. Após, vestiu as camisas do Grêmio, Náutico, Bahia, Internacional (Lajes/SC) e do Oro (Guadalajara/México). Em terras mexicanas ficou dois anos que, segundo ele, foram brilhantes.

A chegada em Bagé, para assinar contrato com o Guarany e fazer sua história no clube, aconteceu no dia 18 de abril de 1967. Na Rainha da Fronteira, o artilheiro teve dificuldades em um primeiro momento, mas, depois da adaptação às baixas temperaturas – diferentes das encontradas no México –, conseguiu fazer a alegria dos torcedores e seguiu por mais de uma década marcando gols. Ao “pendurar as chuteiras”, Abílio resolveu permanecer em Bagé. O ex-jogador constituiu família (esposa, filhos e netos) e está há 52 anos na cidade.

“Essa homenagem me dá uma satisfação muito grande, pois são poucos os jogadores que recebem esse título. Deixo meu profundo agradecimento aos moradores de Bagé, que me abraçaram. Construí aqui minha família, portanto, me sinto um bajeense. Então, tenho muito o que comemorar”, finaliza.

Atualmente é comentarista esportivo na Rádio Visão Geral.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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