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Balbinot e Bedin reúnem-se com moradores da Linha Oitava/Comunidade Santo Antônio

por Eduardo Cover Godinho

Professores, que estão escrevendo um livro sobre as memórias e a religiosidade em Guaporé, ouviram histórias de representantes da localidade

Segunda reunião aconteceu na Capela da Comunidade Santo Antônio
Foto: Divulgação

A rica história da religiosidade católica de Guaporé segue sendo pesquisada pelos professores, doutores Giovani Balbinot e Silvio Antônio Bedin. A dupla, que está debruçada no projeto para a publicação do livro “A paróquia de Guaporé: História, Memória, Identidade de uma comunidade religiosa”, conheceu no começo de fevereiro as memórias e as expressões de fé da Linha Oitava/Comunidade Santo Antônio. A localidade é a segunda visitada.

Balbinot e Bedin foram recepcionados no Salão Comunitário pelos moradores Ademir Perin, (60 anos), Alceu Grosselli (58 anos), Antônio Augusto Grosselli (82 anos), Deonis Toldi, (76 anos), Edi Martinelli, (66 anos), Enedina Perin Tortelli (82 anos), Idegaris Pandolfo (71 anos), Maria Piva (81 anos), Marili Grosselli Toldi (57 anos) e Neurides Marin Grosselli (75 anos). Durante aproximadamente duas horas, os professores ouviram relatos da formação e do desenvolvimento da comunidade. Os representantes apresentaram importantes documentos fotográficos e impressos que irão colaborar na montagem do livro sobre a história da Paróquia.

Num primeiro momento, segundo Balbinot e Bedin, os moradores lembraram da saga dos imigrantes para, com o suor do trabalho, retirar o alimento e a riqueza da terra para que o lugar pudesse prosperar. Provenientes da região de Padova (Itália), as famílias trouxeram a devoção a Santo Antônio e, no ano de 1905, construíram uma capela para homenageá-lo.

“Ela lhes servia para manter viva a memória e a fé dos seus antepassados e a enfrentar, comunitariamente, as dificuldades da nova vida na colônia”, disseram os professores.

Os moradores, ao longo do encontro, destacaram os tempos áureos da Comunidade Santo Antônio que foi constituída como um lugar de expressão de vigor econômico e social no contexto microrregional. A Linha Oitava, segundo eles, chegou a contar com diversos estabelecimentos comerciais, posto de combustíveis, ferrarias, hotel e destacou-se por possuir um educandário com ensino de qualidade e um vitorioso time de futebol. Porém, a religiosidade é que destacava-se.

“A comunidade católica recebia atendimento paroquial constante, tinha várias turmas de catequese, ministros que se dedicavam às ações consideradas sagradas. Havia procissões. Houve tempo em que a Via Sacra de Jesus era encenada nas ruas, a cargo dos vários grupos da comunidade. Em tempos de missão, os freis capuchinhos visitavam e abençoavam as casas, realizavam memoráveis celebrações que alimentavam o fervor da comunidade. Na década de 60, a comunidade chegou a receber um Congresso Eucarístico”, disseram Balbinot e Bedin.

Os professores complementaram:

“Com tal vigor comunitário, o bispo diocesano Dom Cláudio chegou a considerar a possibilidade de apresentar um projeto de instalação de uma nova Paróquia. Logo iniciaram a construção do atual templo e da casa paroquial. As construções foram feitas, mas o projeto da paróquia não se concretizou”.

Conforme Balbinot e Bedin, entre os motivos para a não continuidade do projeto, destacou-se o êxodo rural. Atualmente, cerca de 50 famílias residem na Comunidade Santo Antônio. Estas reúnem-se para a reza do terço dominical e celebrações mensais da missa.

“Em todos os participantes, existe um forte sentimento de saudade e o desejo manifesto de que, ao contrário do que aconteceu com a escola e as outras instituições existentes na próspera localidade, a comunidade católica permaneça viva e alimentada de forma criativa e constante pela Paróquia”, finalizaram os professores.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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