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Produtores rurais de Guaporé participam do 10º Grito de Alerta em Ijuí

por Eduardo Cover Godinho

Objetivo é chamar atenção da sociedade para a realidade vivida pela agricultura e pela pecuária familiar. Milhares de agricultores participaram do ato na Praça da República

Produtores rurais dos quatro cantos do Rio Grande do Sul realizaram na quarta-feira, dia 16 de fevereiro, uma das maiores mobilizações em favor da agricultura do Brasil. O 10º Grito de Alerta reuniu cerca de cinco mil pessoas na Praça da República e cobra, das autoridades governamentais, celeridade na implantação de medidas que auxiliem os homens e mulheres do campo a enfrentar a estiagem que assola o estado. O ato, com objetivo principal da busca pela renegociação das dívidas e da criação de um crédito emergencial para atender os agricultores afetados, é organizado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), contando com apoio das Regionais Sindicais.

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), de Guaporé, presido por Fernando Marcolin, esteve representado com uma comitiva de cerca de 15 produtores. Todos lutando e chamando a atenção da sociedade para a realidade vivida pela agricultura e pela pecuária familiar, que vem enfrentando sérias dificuldades para produzir alimentos e obter recursos para a sua própria subsistência. O evento, com o slogan “Chega de promessa! Queremos AÇÃO!”, tratou sobre diversas pautas. Entre elas, destacam-se: diminuição dos custos de produção; mais recursos para o PNAE e PAA; polícias de incentivo à juventude rural; política de preços dos combustíveis; retorno do subsídio para energia elétrica no meio rural, entre outras.

“O movimento sindical está pressionando os governos porque nas últimas três estiagens os produtores é que acabaram pagando a conta. Só promessas e poucas ações concretas foram executadas em favor de quem coloca o alimento na mesa da população. Não recebemos anistia e nem subsídios dos Governos Federal e Estadual. Os agricultores não estão cobrando nada além dos seus direitos. Queremos a valorização dos agricultores, principalmente dos familiares. Muitos estão pensando em desistir, infelizmente”, disse Marcolin que, em virtude de problemas particulares, não pode acompanhar a comitiva.

Ao longo da pandemia do coronavírus (Covid-19), segundo o presidente do STR Guaporé, o setor primário foi um dos maiores prejudicados e os produtores sentiram na pele os efeitos do aumento nos custos de produção de toda a cadeia produtiva.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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