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O limite dentro do tempo limitado

Neusa Picolli Fante

 

Limite que é estrutura, é dimensão, é espaço preenchido, que devolve em organização. Ou o não construir se perde em esculhambação.

Aprendizado que acalma, direciona e empurra para vida, harmoniosamente tentando ser construída.

Limite que é falta, que se torna num eu intranquilo ou num carro desgovernado. Prejuízo que resta numa não elaboração.

Limite que se edifica na estrutura que se organiza, mostra o caminho seguro e segue em busca da autonomia encontrar.

Limite que determina espaços, demarca fronteiras, que permite a entrada de quem desejo na minha vida.

Abertura, aprisionamento – direção, foco ou não construção?

Limite para o amigo, para o irmão, para o pai, para a mãe, para o filho, para o colega. Para todo aquele que clama, reclama por ressignificação. Para aquele que se atrapalha conosco, que invade nosso espaço, arromba nossa intimidade, maltrata nosso ser. Para aquele que não sabe seu lugar na nossa vida.

Filho sem limites, amigo sem limites, histórias controversas, vidas invadidas de faltas que se fazem presentes.

Limite que não foi estabelecido, que cria rompantes, que abala fronteiras, que carece de entendimento.

Falta que invade o outro, que toma pedaços, que consome espaços significativos dentro do ser. Falta que permite entradas, que deixa espaços vazios dentro do espaço meu. Que sabota meu ser e faz eu me recriar. Falta que me invade e me deixa sem direção.

Algumas pessoas são bem-vindas outras entram na nossa vida sem pedir licença e fazendo muito barulho, nos tornam prisioneiros dos seus inadequados direcionamentos.

Preciso mergulhar, em questionamentos que ficaram quietos dentro de mim, para enfim novos limites oferecer: Que limites recebi? Quais limites consigo dar? Para quem? Quais limites preciso discernir na minha vida? Quais os limites que preciso construir na minha vida? Quais já tenho construído?

Pessoas boas demais não dão limite. Assim não ajudam o outro crescer e também não se desenvolvem. Precisamos ir ao encontro do ser justo. Ajudar não é fazer pelo outro, é ajudá-lo a entender-se. O bonzinho demais não cresce e deixa todos acomodados no mesmo lugar, não desacomoda, não empurra para vida ou para um ampliar de consciência

Limites harmonizam a minha vida e a sua também. Fazem você ir ao encontro da sua e eu cuidar da minha.

 

 

Sobre o autor

Neusa Picolli Fante

Psicóloga Clínica e Especialista em Teoria, Pesquisa e Intervenção em Luto. Graduada em Comunicação Social.  Autora do livro Caminho dos Girassóis: Uma abordagem sobre o luto, Dor sem Escuta, Entrelinhas da Vida, Quintais da Minha alma.

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