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Dentro de mim quem manda sou eu

Neusa Picolli Fante

Será isso verdade? Se internamente quem manda é você, por que você se perturba tanto com o outro?

Ele irrita você ou é você que se perturba com ele? Quando ele faz o que faz é para o importunar ou porque foi o modo como aprendeu?

Colocamos no outro muitas das nossas contradições, muito peso que não conseguimos digerir, nem carregar.

Nossa rigidez muitas vezes não permite olharmos com tranquilidade diferenças que se encontram no outro que segue ao lado. O desejo interno é que ele pense como nós, que faça conforme aprendemos, que seja uma extensão nossa.

Você pode ficar preso ao rótulo que construiu, que lhe colocaram, ou ao que você acolheu como verdade, e fazer diferente. Pode mudar, aperfeiçoar o que lhe disseram, aprender de uma nova maneira. Você pode ir além e se surpreender consigo mesmo.

O que você acolheu talvez não seja seu, falaram tantas e tantas vezes que se acostumou e teve essa voz como referência, como verdade internalizada.

Você se misturou com o pensamento e sentimento do outro, portanto desvincular o que não te pertence, o que é do outro, se mostra necessário.

Talvez você se aborreça porque leva tudo para o lado pessoal. Isso acontece quando aceitamos os desaforos do mundo, como se fossem nossos. Você precisa separar o que é do outro e o que é teu.

Afinal, se o outro não está bem, você precisa estar inclusive para servir de exemplo.

 

 

 

 

 

Sobre o autor

Neusa Picolli Fante

Psicóloga Clínica e Especialista em Teoria, Pesquisa e Intervenção em Luto. Graduada em Comunicação Social.  Autora do livro Caminho dos Girassóis: Uma abordagem sobre o luto, Dor sem Escuta, Entrelinhas da Vida, Quintais da Minha alma.

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