Você está ouvindo
Tua Rádio
Ao Vivo
07:00:00
Conectado
09:00:00
 
 

Prefeitos da Serra comemoram permanência na bandeira laranja, mas destacam necessidade de redobrar os cuidados

por Isadora Helena Martins

Lideranças dos maiores municípios da Região destacam que medidas de proteção como uso da máscara e distanciamento social devem ser observadas para evitar retorno à bandeira vermelha

Foto: Divulgação / Matheus Argenta

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul anunciou na tarde desta segunda-feira (29) que a Serra Gaúcha voltou para a bandeira laranja do distanciamento controlado, sendo que no mapa preliminar a Região estava na bandeira vermelha. A reconsideração foi comemorada pelos prefeitos da Região, que contestaram a primeira decisão para que a Serra não voltasse a ter restrições, principalmente nas atividades econômicas como comércio e alguns serviços.

O vice-prefeito de Caxias do Sul, Edio Elói Frizzo disse que o resultado foi fruto de um esforço coletivo da Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne): “Um esforço conjunto de toda a Região puxada pela Amesne e pelo Observatório Regional no ponto de vista de criarmos alterações significativas na análise dos índices que levam às bandeiras. O trabalho dessas entidades somado ao Corede e ao trabalho da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde vinculado à secretaria de saúde do Estado possibilitou as condições para se rever a bandeira. Então ganha a cidade e principalmente nosso comércio que seria muito prejudicado”.   

Frizzo ainda afirmou que o fato de a Região buscar a mudança de bandeira não significa que está desprezando os cuidados com o combate à pandemia. “Isso não significa que estamos desprezando os cuidados e o direito à vida como um todo. Achamos que as medidas tomadas regionalmente, e Caxias deu um exemplo fechando no domingo inclusive supermercados, no ponto de vista de diminuir a aglomeração de pessoas”, pontuou.  

Já o prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, segunda maior cidade da Serra Gaúcha, salientou que a condição requer ainda mais cuidados. “É uma notícia muito boa que nos remete a uma condição de responsabilidade maior ainda de mantermos os nossos dados. Precisamos fazer a nossa parte cuidando com aglomeração, não ir passear nos supermercados... Entendo que muitos setores querem ampliar sua situação, mas vejam, foi por muito pouco que a gente não teve que retroceder a uma condição de bandeira vermelha”, frisou.

Pasin também salientou que a responsabilidade é de todos: “É importante a gente compreender que o nosso comportamento individual vai influenciar no todo sob o aspecto positivo, mas também sob o aspecto negativo. Então vamos usar máscara, vamos evitar saídas desnecessárias, vamos respeitar o coletivo e contribuir para manter o coronavírus sob controle”.  

Já o prefeito de Farroupilha, Pedro Pedrozo, também destacou que as regras precisam ser respeitadas pela população. “Na fala do governador vamos permanecer mais uma semana na bandeira laranja, o que quer dizer que nós podemos continuar trabalhando e cuidando da saúde. Tenho convicção que o nosso povo tem feito bastante, mas precisamos fazer mais, essa doença está presente. O clima que nós estamos vivendo neste momento é o clima propício para essa doença e nós não podemos pegar ela generalizada. Nós vamos ter que endurecer as regras entre nós para que na semana que vem nós não venhamos a cair na bandeira vermelha”.   

Durante a divulgação do mapa do Distanciamento Controlado definitivo para esta semana, o governador Eduardo Leite destacou que mesmo com a reconsideração da bandeira para a Serra Gaúcha, a Região tem dados preocupantes: “Alguns dados mostram que inspira cuidado a situação da Serra Gaúcha. Já conversei com prefeitos daquela região e alertei de que precisam tomar todos os cuidados com a fiscalização dos protocolos, com a análise cuidadosa dos surtos que por lá se observaram para que se evite um retorno à bandeira vermelha. Por exemplo, a gente tem ali a projeção de incidência de óbitos relativa à população migrando da bandeira laranja para a bandeira preta, agente tem outros dados regionais que são preocupantes”.

A Serra Gaúcha fica sob a gerência dos protocolos previstos na bandeira laranja do distanciamento controlado, pelo menos até a próxima segunda-feira, 06 de julho.

Veja o que muda na bandeira laranja:

COMÉRCIO:

- Comércio atacadista e varejista de rua não essencial, de veículos e de manutenção e reparação de veículos podem funcionar com 50% dos trabalhadores no local; ou por teletrabalho, tele-entrega ou pague e leve, de acordo com a atividade.

- Centros comerciais e shoppings podem funcionar com 50% da capacidade e 50% dos trabalhadores no local; ou por teletrabalho, tele-entrega, pegue e leve ou drive-thru, e é obrigatório fazer monitoramento de temperatura.

- Comércio varejista de produtos alimentícios, atacadista e varejista essencial, além dos postos de combustíveis, podem funcionar com 75% dos trabalhadores no local ou por teletrabalho, tele-entrega ou pague e leve, de acordo com a atividade.

 

INDÚSTRIA:

- Construção de edifícios, obras de infraestrutura e serviços de construção podem funcionar com 50% dos trabalhadores presenciais ou teletrabalho.

- Indústria de alimentos, bebidas e de produtos farmacêuticos podem funcionar com 100% dos trabalhadores presenciais ou teletrabalho.

- Industria de vestuário, couro e calçados, madeira, impressão e reprodução, química, borracha e plástico, metalurgia, equipamentos de informática, materiais elétricos, máquinas e implementos, produtos de metal, minerais não metálicos, veículos automotores, móveis e produtos diversos podem atuar com 75% dos trabalhadores presenciais ou por meio de teletrabalho.

 

TRANSPORTE:

- Transporte coletivo Municipal e metropolitano: 60% da capacidade total dos veículos.

- Intermunicipal: 75% dos assentos (compartilhado exclusivo para coabitantes).

- Interestadual: 50% dos assentos.

- Trem: 50% da capacidade total do vagão.

 

ALIMENTAÇÃO:

Restaurantes a la carte ou prato feito podem funcionar com 50% dos trabalhadores no local e atender de modo presencial ou por meio de tele-entrega ou pegue e leve. Restaurantes buffet não podem funcionar. Lanchonetes e padarias podem funcionar com 50% dos trabalhadores no local e de modo presencial ou por meio de tele-entrega ou pague e leve.

 

OUTROS SERVIÇOS:

- Academias de ginástica podem funcionar com 25% dos trabalhadores no local desde que funcione com atendimento individualizado ou coabitante por ambiente, respeitando o teto de ocupação.

- Cabeleireiros e barbeiros podem funcionar com 25% dos trabalhadores e com atendimento individualizado.

- Missas e cultos religiosos apenas podem ocorrer com público de 25% do total da capacidade local

- Bares, pubs, casas noturnas, cinemas e teatros não podem funcionar.

Central de Conteúdo Unidade Tua Rádio

Enviar Correção

Comentários

Newsletter Tua Rádio

Receba gratuitamente o melhor conteúdo da Tua Rádio no seu e-mail e mantenha-se sempre atualizado.

Leia Mais