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Empresas do ramo de tintas e de polímeros possuem interesse em investir no grafeno, afirma reitor da UCS

Baixar Áudio por Rodrigo Fischer

Espaço para a produção do material será inaugurado pela universidade em 14 de março

Foto: Divulgação

A Universidade de Caxias do Sul (UCS) vai inaugurar um espaço para a produção em escala industrial de grafeno no dia 14 de março deste ano. O material é estudado pela instituição desde 2005, o que a coloca como uma das pioneiras no desenvolvimento da substância para as mais diversas áreas.

O reitor da UCS, Evaldo Kuiava, explica que a universidade será a primeira da América Latina a produzir o grafeno para as indústrias. Segundo ele, as pesquisas apenas focavam na utilidade do material. “Entendemos que podíamos avançar em relação aquilo que hoje não tem no Brasil e na América Latina, existem pequenos laboratórios que produzem grafeno, mas focados em estudos e pesquisas aplicadas, o que também fazemos. O que ninguém produz é o material em escala industrial para que as empresas possam se apropriar a fim de desenvolver os produtos. Então identificamos essa oportunidade de quebrar um paradigma dentro da universidade. ”

Conforme estudos da instituição, como a substância é um forte condutor térmico e de eletricidade, vislumbra-se que ela pode ser utilizada para o carregamento de baterias de telefones celulares em minutos, a produção de roupas com isolação térmica e criar filtros eficientes na limpeza de águas contaminadas.

Kuiava, conta quais as outras possibilidades da aplicação do material a nível industrial. “Existe a possibilidade, por exemplo, de [empregar] em tintas, polímeros, baterias e diversos tipos de materiais. Há pesquisas até em medicamentos. O grafeno pode ser trabalhado com outros compostos, por exemplo, temos pesquisas com nanopartículas de celulose e além disso, vamos trabalhar essa substância com o grafeno, o que dá a possibilidade de uma aplicação em energia fotovoltaica. ”

A partir da abertura da planta fabril, a UCS poderá gerar 500 quilos de grafeno por ano. A ideia é que, ainda em 2020, a produção possa aumentar para cinco mil quilos ao ano, o que auxiliaria para ampliar a estrutura de trabalho. Em relação ao quanto pode movimentar a economia, Kuiava ainda não sabe precisar o valor, pois a qualidade do material reflete em sua variação no mercado e também dependerá em qual produto será aplicado. Mas ele afirma que já existem clientes com interesse. “Tem clientes que querem comprar grafeno imediatamente, temos mais procura do que condições de entregar no momento. Há empresas que querem investir em polímeros, outras em tintas, há aquelas que querem desenvolver pesquisas conosco. Há empresas locais como multinacionais. Com algumas possuímos um Termo de Confidencialidade. Ainda estamos pesquisando sobre coletes a prova de bala e capacetes, além de trabalhos ligado ao governo federal, que tem interesse [na substância]. ”

O espaço para a produção do material será no Bloco 71 da instituição, onde se localiza a Área do Conhecimento de Ciências Exatas e Engenharias e o Laboratório de Informática. Nesta semana, uma comitiva da UCS foi à Brasília para convidar o presidente Jair Bolsonaro para a inauguração do local. Segundo Kuiava, Bolsonaro ficou contente com o convite, mas não confirmou sua presença.

 

 

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