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Indústria de Caxias do Sul extingue 1,8 mil postos de trabalho em maio

Baixar Áudio por Daniel Lucas Rodrigues

Setor foi o mais afetado no mês. Números são da Carta Mensal, divulgada pelo Observatório do Trabalho da UCS nesta quinta-feira

Foto: Agência Brasil/Divulgação

Caxias do Sul apresentou queda na geração de emprego nos cinco principais setores (Indústria, Serviços, Comércio, Agropecuária e Construção) da cidade em maio. É o que mostra a Carta Mensal do Mercado de Trabalho Formal, divulgado pelo Observatório da Universidade de Caxias do Sul (UCS) nesta quinta-feira (02/07). A Indústria foi a categoria mais afetada.

O ramo extinguiu 1,8 mil postos de trabalho, reflexo visto nos indicadores do Rio Grande do Sul. No mês, o estado registrou o desligamento de 13.201 pessoas no setor. Em Caxias, o Comércio foi o segundo mais impactado, com 773 fechamento de postos, seguido pelo Serviços, que apresentou a retirada de 193 cargos de trabalho. Em entrevista, a coordenadora da pesquisa, professora Lodonha Coimbra Soares, explica que a Indústria vinha para diminuir o quadro funcional, pois ocorre um processo de transformação, no qual é investido mais na automação de algumas atividades. A pandemia acelerou os desligamentos, uma vez que o setor deixou de produzir para conceder férias coletivas e suspender os contratos trabalhistas.

Em um panorama geral, a cidade também apresentou números negativos. Foram demitidos 4,9 mil trabalhadores caxienses em maio, enquanto duas mil pessoas foram contratadas. Os dados representam um fechamento de 2,9 mil postos de trabalho. Isso reflete nos indicadores de 2020, que registraram 6,1 mil demissões no ano. Lodonha vê com preocupação esses dados, já que o governo estadual e o poder privado estão em um embate, a partir da adoção da política das bandeiras do modelo de distanciamento controlado. Ela visualiza que deveria ter uma união entre os entes, com medidas focadas para atender tanto as empresas como a saúde. O diálogo seria um meio para obtenção deste resultado. Por último, Lodonha vislumbra um cenário danoso para a economia, caso continue a ruptura entre poderes.

Os cálculos de demissões e de admissões apresentam um decréscimo de 1,87% no estoque de empregos formais, sendo o terceiro mês seguido que a cidade mostra este saldo negativo. No RS, este dado chega a uma queda de 1,31%, uma vez que foram desligadas 75,2 mil pessoas e contratadas apenas 43,1 mil colaboradores. Ao todo, foram fechados 32,1 mil postos de trabalho.

Clique na aba “Ouvir Notícia” e ouça a entrevista completa da coordenadora do Observatório do Trabalho da UCS, Lodonha Coimbra Soares.

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