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Vítima relata financiamento sem consentimento em mais um caso ligado à Personalize Viagens

por Julia Xavier

Pessoa afirma ter tido dados utilizados sem consentimento

Foto: Foto: Reprodução Adobe Stock

Mais um caso está sendo denunciado por clientes da agência de viagens Personalize. Além da falta de passagens, de hospedagens ou viagens frustradas, agora, a empresa estaria sendo acusada de adquirir empréstimos e financiamentos em nome dos clientes, sem o consentimento dos mesmos.

A nossa reportagem conversou com uma pessoa que diz ter sido vítima da agência. Trata-se de um homem, residente de Marau, que viajou juntamente com a namorada em 2025. A pedido da fonte, vamos preservar a identidade. Ele nos relatou que teriam contratado um pacote de viagem junto à Personalize Viagens em fevereiro de 2025. 

O pagamento do serviço foi efetuado mediante entrada em dinheiro e o saldo devedor foi feito em 10 vezes nos cartões de crédito de ambos, estando o valor integralmente quitado, conforme comprovantes enviados à nossa reportagem e que embasam o boletim de ocorrência realizado junto à Polícia Civil. 

Meses após realizar a viagem, eles passaram a receber cobranças de banco por suposta inadimplência vinculadas à referida agência. Ao contatar a Personalizze, eles teriam sido orientados a ignorar as mensagens, sob alegação de ser um golpe comum de terceiros. Contudo, as vítimas foram informadas pelo banco da existência de um financiamento realizado em seus nomes, sem o consentimento, utilizando dados pessoais. 

Este financiamento foi parcialmente pago por terceiros, gerando restrições e cobranças em nome do casal. Os pais da pessoa com quem conversamos também foram vítimas deste mesmo golpe, sendo prejudicados com mais de R$ 30 mil reais. 

Dicas repassadas 

Por fim, a vítima deixou uma dica a outras possíveis pessoas lesadas por essa prática. Ela sugeriu que todos que compraram pacotes de viagem com a agência acessem o site do Banco Central e consultem o CPF para saber se foi usado ou não para adquirir financiamentos ilegais. O Procon de Marau também está ciente do fato.

Outra orientação, essa dada pelas autoridades, é que as vítimas façam o registro de Boletim de Ocorrência junto a Polícia Civil, denunciem no Procon do município de referência e busquem um amparo jurídico com advogado de sua preferência e confiança.

 

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