Vítima relata financiamento sem consentimento em mais um caso ligado à Personalize Viagens
Pessoa afirma ter tido dados utilizados sem consentimento
Mais um caso está sendo denunciado por clientes da agência de viagens Personalize. Além da falta de passagens, de hospedagens ou viagens frustradas, agora, a empresa estaria sendo acusada de adquirir empréstimos e financiamentos em nome dos clientes, sem o consentimento dos mesmos.
A nossa reportagem conversou com uma pessoa que diz ter sido vítima da agência. Trata-se de um homem, residente de Marau, que viajou juntamente com a namorada em 2025. A pedido da fonte, vamos preservar a identidade. Ele nos relatou que teriam contratado um pacote de viagem junto à Personalize Viagens em fevereiro de 2025.
O pagamento do serviço foi efetuado mediante entrada em dinheiro e o saldo devedor foi feito em 10 vezes nos cartões de crédito de ambos, estando o valor integralmente quitado, conforme comprovantes enviados à nossa reportagem e que embasam o boletim de ocorrência realizado junto à Polícia Civil.
Meses após realizar a viagem, eles passaram a receber cobranças de banco por suposta inadimplência vinculadas à referida agência. Ao contatar a Personalizze, eles teriam sido orientados a ignorar as mensagens, sob alegação de ser um golpe comum de terceiros. Contudo, as vítimas foram informadas pelo banco da existência de um financiamento realizado em seus nomes, sem o consentimento, utilizando dados pessoais.
Este financiamento foi parcialmente pago por terceiros, gerando restrições e cobranças em nome do casal. Os pais da pessoa com quem conversamos também foram vítimas deste mesmo golpe, sendo prejudicados com mais de R$ 30 mil reais.
Dicas repassadas
Por fim, a vítima deixou uma dica a outras possíveis pessoas lesadas por essa prática. Ela sugeriu que todos que compraram pacotes de viagem com a agência acessem o site do Banco Central e consultem o CPF para saber se foi usado ou não para adquirir financiamentos ilegais. O Procon de Marau também está ciente do fato.
Outra orientação, essa dada pelas autoridades, é que as vítimas façam o registro de Boletim de Ocorrência junto a Polícia Civil, denunciem no Procon do município de referência e busquem um amparo jurídico com advogado de sua preferência e confiança.
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