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Ampliação da Escuta Lilás reforça compromisso do Estado com o atendimento às mulheres

por Rudimar Galvan

Mulheres que sofrem violência podem procurar a delegacia mais próxima, onde receberão acolhimento, atendimento e encaminhamento necessário

Campanha estadual impulsiona denúncias e amplia visibilidade da rede de proteção às vítimas
Foto: Divulgação/Foto: João Victor Rodrigues/Ascom SDM

O Estado tem intensificado as medidas de prevenção e enfrentamento à violência de gênero em todo o Rio Grande do Sul. Diante do aumento de casos de feminicídios em 2025, em relação ao ano anterior, os órgãos de segurança adotaram uma série de ações para fortalecer essa agenda, como a ampliação do horário de atendimento do Centro de Referência da Mulher, serviço que oferece escuta, acolhimento, orientação e encaminhamentos, tanto por meio da Escuta Lilás (0800 541 0803) quanto presencialmente. 

A equipe é composta por assistentes sociais e psicóloga, fornece atendimento a mulheres vítimas de violência, mas também às equipes técnicas dos organismos de proteção dos 497 municípios que entram em contato para obter informações e direcionamentos. Desde setembro, quando a pasta foi criada, até o presente momento, o serviço recebeu 127 ligações. 

 

Rede de proteção à mulher

A demanda foi maior nos meses de dezembro e janeiro, quando houve, respectivamente, 45 e 41 chamadas. Apenas no período dos feriados de Natal e Ano-Novo foram registrados 27 atendimentos. De um modo geral, ocorreu aumento na procura pelo serviço, especialmente pelo telefone, se comparado aos meses de agosto e setembro, quando foram registradas 5 e 12 ligações.

A assistente social Marisete Ribeiro, que integra a equipe, explica como funciona o serviço. “Realizamos uma escuta qualificada para encaminhar, isto é, direcionar essa mulher ou os profissionais que nos procuram pelo 0800 541 0803, e sempre pontuamos a necessidade de a vítima fazer o boletim de ocorrência, pois essa é a porta de entrada para o abrigamento.”

Como o próprio nome diz, o CRMVAM é uma referência para os municípios de todo o Estado, responsável ainda por articular toda a rede de proteção à mulher em situação de violência, que é composta por diferentes organismos como a Defensoria Pública, hospitais, Centros de Referência da Assistência Social (Cras), Conselhos Tutelares, procuradorias da Mulher, Delegacias Especializadas e outros serviços.

 

Campanha Não Maquie, Denuncie

Por meio de um conceito que utiliza a maquiagem como recurso estético e metáfora, a iniciativa busca conscientizar a sociedade. A ação também alerta para o acolhimento às vítimas e incentiva a denúncia de qualquer tipo de violência contra as mulheres.

A campanha surge como medida de enfrentamento à violência de gênero e está organizada em diferentes frentes de divulgação, estando presente na televisão, no rádio e no jornal, além das redes sociais, por meio da colaboração de ​influenciadores digitais. ​

 

Denúncia

Mulheres que sofrem violência podem procurar a delegacia mais próxima, onde receberão acolhimento, atendimento e encaminhamento necessário. Também é possível, denunciar por meio dos canais: 

  • 190 – emergência/violência acontecendo no momento
  • 181 – denúncias anônimas a respeito de violência doméstica
  • Delegacia online  ou qualquer delegacia presencial – boletim de ocorrência on-line e medida protetiva
  • 0800 541 0803 - para escuta, acolhimento e orientação, entre em contato com a Escuta Lilás – disponível também para municípios, caso as equipes precisem de orientação.

 

Ascom SDM

 

 

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