Cachorro é mantido amarrado e sem cuidados após atropelamento, em bairro de Marau
Fato ocorreu no dia 18/11
Nova ocorrência de maus-tratos a animais foi atendida pela Brigada Militar de Marau. Após denúncias de moradores da Rua Miguel Ângelo Pegoretti, Bairro Fátima, a guarnição, foi acionada por uma ONG de proteção animal e verificou que um filhote de cachorro estaria sofrendo após ter sido atropelado. Os policiais compareceram ao endereço acompanhados por uma médica veterinária.
No local, inicialmente, a moradora teria informado aos agentes que “não havia cachorro na residência”. Com base na denúncia, porém, a guarnição realizou averiguações nos fundos do imóvel, onde encontrou um filhote macho, de porte grande, posteriormente identificado como Cookie, preso por uma corda curta, sem abrigo, sem condições de se movimentar e chorando de dor.
O recipiente de água disponível estava sujo e o animal permanecia exposto a condiçoes inadequadas de proteção. Conforme o relatório veterinário, o animal havia sido atropelado na data, (fato foi registrado no dia 18/11), por volta das 16h, permanecendo, portanto, por mais de seis horas sem qualquer atendimento médico ou medida de alívio da dor.
De acordo com relato da Brigada Militar, apresentava edema, claudicação e forte sensibilidade no membro torácico esquerdo, quadro compatível com lesões traumáticas decorrentes do atropelamento. A tutora, uma mulher de 31 anos, relatou à equipe que nada havia sido feito após o acidente, limitando-se a “amarrar o filhote para que não saísse mais”.
Diante do sofrimento evidente, a veterinária procedeu ao resgate imediato do animal, que recebeu atendimento clínico, medicação para dor e anti-inflamatórios. Após exames e tratamento, o filhote encontra-se sob os cuidados da ONG e está disponível para adoção responsável. A tutora irá responder pelo crime de maus-tratos, previsto no artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), cuja pena para casos envolvendo cães e gatos é de 2 a 5 anos de reclusão, multa e proibição da guarda. A legislação também prevê punição para quem abandona animais, assim como para motoristas que atropelam e deixam de prestar socorro.
A Brigada Militar ressalta que tutores têm responsabilidade legal sobre seus animais, sendo obrigados a:
- Não permitir que circulem soltos, evitando riscos de acidentes e agressões;
- Providenciar atendimento veterinário imediato em casos de doença, ferimentos ou atropelamentos;
- Garantir condições adequadas de abrigo, água limpa, alimentação e bem-estar, conforme exige a legislação.
- A população desempenha papel fundamental na proteção dos animais. Em casos suspeitos de maus-tratos, a orientação é acionar imediatamente a Brigada Militar pelo 190 ou a ONG de proteção animal local, garantindo que situações como a vivida por Cookie não se repitam.
- A Brigada Militar de Marau reafirma seu compromisso com a defesa da vida — humana e animal — e seguirá atuando na fiscalização e responsabilização de condutas que atentem contra o bem-estar dos animais no município.
Informalções e fotos: Comunicação Social da Brigada Militar – Marau/RS
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