“Somos a linha de frente e queremos insalubridade igualitária”, dizem enfermeiras de Lagoa Vermelha
Baixar ÁudioA categoria aguarda o resultado com expectativa, defendendo que a medida represente um reconhecimento mais justo às condições de trabalho enfrentadas diariamente
Profissionais da enfermagem de Lagoa Vermelha estiveram reunidas no gabinete do prefeito Morona para reivindicar a equiparação do adicional de insalubridade entre a categoria. Segundo as enfermeiras Iliane Rech Ramos e Lisiane Cruz Machado, parte dos trabalhadores recebe 40%, enquanto a maioria permanece com 20%, apesar de exercer funções semelhantes na linha de frente do atendimento nas unidades de saúde.
De acordo com as profissionais, o principal argumento é que todos os pacientes do sistema público passam inicialmente pelas unidades básicas, onde a equipe de enfermagem realiza o primeiro contato, muitas vezes sem diagnóstico definido. Situações envolvendo doenças como tuberculose, HIV, sífilis e surtos psicóticos fazem parte da rotina, o que, na avaliação do grupo, justificaria a revisão dos percentuais pagos.
Durante o encontro, o Executivo municipal sinalizou a realização de uma perícia técnica nas unidades de saúde, prevista para o início de maio. A partir do laudo, será avaliada a possibilidade de reajuste no adicional. A categoria aguarda o resultado com expectativa, defendendo que a medida represente um reconhecimento mais justo às condições de trabalho enfrentadas diariamente.
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