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Gestores de hospitais de Caxias do Sul alertam para situação mais crítica desde o início da pandemia

Baixar Áudio por Isadora Helena Martins

Administradores de instituições públicas e privadas alegam que não há mais capacidade física e humana para ampliar atendimentos

Foto: Divulgação / Andréia Copini

Na tarde desta quarta-feira (16) a Prefeitura de Caxias do Sul realizou uma coletiva de imprensa para falar sobre a evolução da pandemia da Covid-19 no município. Na ocasião estavam presentes os gestores dos hospitais da cidade: Pompéia, Virvi Ramos, Saúde, Geral, Unimed e Círculo.

Também estava presente a titular da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde, Tatiane Fiorio, que salientou o estado de calamidade ocasionado pelo coronavírus: “Nós nunca tivemos na situação que nós estamos agora. As pessoas acabaram entendendo de uma maneira equivocada a flexibilização. A flexibilização não significou e não significa que a pandemia acabou. Então, o nosso grande desafio é sensibilizar a população nas medidas de prevenção”.  

A superintendente do Hospital Pompéia, Lara Sales Vieira, também destacou o esgotamento das equipes de saúde: “As nossas equipes não têm mais capacidade de dar a mesma resposta que vinha durante todo esse período da pandemia, atendendo a população. A preocupação é com o nosso hoje, não é somente com esses próximos 15 ou 30 dias. Precisamos da consciência, sobretudo, da população pra que nós possamos continuar juntos no combate a essa doença”.

Na mesma linha, Sandro Junqueira, diretor-geral do Hospital Geral falou sobre a ocupação rápida dos leitos de UTI: “Só no Hospital Geral, mais de 20 profissionais pediram demissão em massa, com medo do que vinha acontecer. Então, desde março está essa angústia e isso só aumentou. Nós, de 10 leitos de UTI adulta, vamos chegar amanhã a 41 leitos e, neste momento, tem dois leitos apenas disponíveis”.  

Já a diretora de serviços próprios do Hospital do Círculo, Isabel Cristina Bertuol, afirmou que as festividades de final de ano preocupam as equipes quanto a picos de contaminação: “A situação é grave, e nós todos precisamos dar a gravidade que o cenário que se apresenta traz. Nós não queremos passar por situações que a gente viu fora do País e até no nosso País. Caxias do Sul está prestes a passar por isso. O que nos preocupa muito neste momento é a proximidade das festividades de final de ano, porque nós percebemos nitidamente que após os feriados nós tivemos picos de contaminação. Nós não temos mais condições nenhuma de ampliar leitos, não temos mais profissionais”.   

A diretora executiva do Hospital Virvi Ramos, Cleciane Doncatto Simsen, afirmou que não tem como abrir mais UTIs sem ter profissionais qualificados. “O Virvi Ramos, desde o início da pandemia, abriu 58 leitos de campanha. Sá que a nossa capacidade atualmente está esgotada. Nós também estamos com oito leitos de UTI prontos para iniciar atendimento, mas estamos com dificuldades para conseguir equipe para atendimento. E o técnico que trabalha em UTI precisa ter experiência. Não adianta a gente abrir leitos se não temos profissionais qualificados e capacitados para dar o atendimento necessário”.   

O superintendente do Hospital Saúde, Eduardo Guedes, também relatou esgotamento da capacidade de atendimento da instituição. “Nós estamos com a nossa capacidade esgotada. Os leitos destinados à Covid estão com 100% de ocupação, essa realidade vem de três a quatro semanas. Portanto, o que quero deixar como mensagem é que a população se conscientize, pois estamos em um momento extremamente crítico”.

Já Vinicius Lain, diretor técnico do Hospital Unimed, destacou a iminência de não ter mais como atender a todos que precisem de uma internação. “Nós não temos mais alternativas. Na sexta-feira passada foi desencadeado o nível 4 de contingência dentro do hospital. Dos 45 anos leitos de UTI, nós temos um leito vago. Então esses pacientes ocupam com uma velocidade muito difícil de saber quando haverá leito vago. A gente só sabe que a velocidade de sair depende de óbito ou de uma velocidade muito lenta de recuperação. Então é uma rede já colapsada esperando as festas de final de ano, essa é a hora da população se conscientizar”.   

Segundo o painel Covid da Prefeitura de Caxias do Sul mais de 90% dos leitos de UTI adulto do município estão ocupados.

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