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“Não posso fechar sem ter para onde encaminhar pacientes”, diz promotor sobre Hospital São Paulo

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O promotor destacou que a solução para problemas históricos, que se arrastam por cerca de 40 anos, incluindo tentativas anteriores de intervenção, compra e mudança de gestão, não virá apenas do Ministério Público

Foto: Diones Pimentel/ Tua Rádio

O Ministério Público do Rio Grande do Sul instaurou inquérito civil para investigar denúncias sobre a qualidade do atendimento, estrutura, recursos humanos, insumos e gestão do Hospital São Paulo, em Lagoa Vermelha. A medida foi tomada pelo promotor de Justiça Dr. Henrique Rech Neto, após representação encaminhada pela Câmara de Vereadores. Como a instituição hospitalar é uma fundação, a análise da parte financeira, patrimonial e aplicação de verbas públicas, como emendas e subsídios municipais, ficará a cargo da Procuradoria das Fundações, em Porto Alegre. Caso sejam identificadas irregularidades, os processos são encaminhados de volta à promotoria local para apuração de responsabilidades cíveis, administrativas ou criminais.

Para embasar a análise técnica, Dr. Henrique solicitou inspeções à VI Coordenadoria Regional de Saúde, à vigilância sanitária e ao SIMERS, órgãos que têm conhecimento específico para avaliar condições de atendimento, funcionamento de setores e segurança dos pacientes. Um dos pontos já identificados é a interdição do serviço de endoscopia, feita pela própria Fundação Araucária, que administra o hospital. O promotor destacou que a solução para problemas históricos, que se arrastam por cerca de 40 anos, incluindo tentativas anteriores de intervenção, compra e mudança de gestão, não virá apenas do Ministério Público. “Interditar é a medida extrema, mas não posso fechar sem ter para onde encaminhar os pacientes'', ressaltou.

Recentemente, o hospital passou por troca de comando e conta com um novo gestor executivo, vindo de Marau, que tem a missão de reorganizar processos e equacionar contas. Dr. Henrique disse torcer pelo sucesso da nova administração, mas reforçou que vai acompanhar de perto os resultados. O inquérito civil não tem prazo definido para conclusão e será prorrogado conforme necessário. O promotor também comentou sobre reclamações que chegam diariamente, tanto de usuários insatisfeitos quanto de pessoas que elogiam o atendimento, e sobre a falta de vagas em UTIs, um problema que afeta todo o sistema de saúde regional.

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