Novas tecnologias no cuidado com a saúde mental ganham destaque no Setembro Amarelo
Baixar ÁudioNeuromodulação não invasiva já é utilizada em Caxias do Sul e pode complementar tratamentos de ansiedade e depressão
Durante o Setembro Amarelo, período dedicado ao cuidado com a saúde mental, o debate sobre novos recursos que vêm sendo incorporados à prática clínica ganha espaço. De acordo com dados do Ministério da Previdência Social, em 2025, o Brasil bateu o recorde de maior número de afastamentos no trabalho por transtornos mentais em uma década, superando o próprio ápice atingido no ano anterior. Ansiedade e depressão cresceram 15% e aparecem como o segundo maior motivo de afastamentos no país.
Entre as tecnologias disponíveis está a neuromodulação, conjunto de técnicas que busca influenciar, de maneira planejada e controlada, a atividade do sistema nervoso e favorecer uma melhor regulação do funcionamento cerebral. A neuropsicóloga Roberta Sartori uma das especialisatas que utiliza o recurso, concedeu entrevista ao programa Temática sobre o assunto. Confira o conteúdo completo em áudio (acima).
A saber:
Antes de iniciar uma intervenção, o processo começa pela compreensão da pessoa e não pela escolha do equipamento. São considerados a queixa, a história clínica, diagnósticos anteriores, tratamentos já realizados, medicações, condições de saúde e o impacto dos sintomas na vida cotidiana.
A neuromodulação utiliza estímulos específicos, que podem ser elétricos, magnéticos, luminosos ou baseados no próprio funcionamento cerebral, com o objetivo de favorecer processos naturais de neuroplasticidade, capacidade que o cérebro possui de aprender, adaptar-se e reorganizar-se.
Na ansiedade, entre os objetivos possíveis da neuromodulação estão favorecer a autorregulação, reduzir a hiperativação e a tensão fisiológica, melhorar o controle da atenção e ajudar a interromper ciclos de preocupação. Na depressão, a intervenção pode buscar favorecer energia, iniciativa, motivação, atenção e interesse, além de reduzir a lentificação cognitiva e a tendência a permanecer preso a pensamentos negativos repetitivos.
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