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UCS conquista patente de fitoterápico para tratamento da diabetes

por Isadora Helena Martins

O composto produzido a partir da planta amazônica conhecida como “miraruíra” ainda está em fase de pesquisa e testes laboratoriais

Foto: Divulgação / Manuela Merlin Laikowski

A Universidade de Caxias do Sul conquistou mais uma patente de invenção, nas áreas da Farmácia e da Química, concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Desta vez, a concessão foi para a exploração e continuidade das pesquisas referentes a um fitoterápico que poderá ser utilizado para o tratamento da diabetes mellitus.

Conforme o professor e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da UCS, Sidnei Moura e Silva, o fitoterápico foi obtido a partir de extratos de uma planta amazônica conhecida como “miraruíra”, de nome científico Rourea cuspidata. “Esse projeto com essa planta começou em 2013. A gente já tinha ideia de um conhecimento tradicional associado. O conhecimento tradicional é quando uma população já faz uso de alguma planta ou extrato e que já tenha conhecimento que aquilo tem alguma utilidade. Já existia esse conhecimento tradicional que essa planta baixava a glicemia. Nós como cientistas fomos pesquisar mais a fundo sobre e começamos a trabalhar com extratos diferentes da planta, depois começamos os testes com os ratos. A gente comprovou que ela de fato baixa a glicemia, tanto que fizemos o controle com um fármaco que hoje já é utilizado para tratamento da diabetes. A gente comprovou que não tinha diferença física entre os ratos que tomaram o fitoterápico e os que tomaram o medicamento”, explicou.    

O projeto foi desenvolvido durante a pesquisa de mestrado da hoje mestra e doutoranda em Biotecnologia Manuela Merlin Laikowski, com o suporte dos professores Sidnei Moura e Silva, doutor em Toxicologia e Análises Toxicológicas, Leandro Tasso, doutor em Ciências Farmacêuticas, e Paulo Roberto dos Santos, doutor em Biotecnologia.

A carta-patente do composto foi expedida no dia 20 de outubro e tem validade de 20 anos, a contar da data do depósito, em 2016. Agora, a Universidade poderá explorar a tecnologia e seguir as pesquisas até 2036 devido à patente. Ainda não há uma previsão de quando o fitoterápico poderá ser produzido e comercializado.

Durante entrevista à Tua Rádio São Francisco, Silva também afirmou que a busca por extratos e compostos ativos de plantas está inserida em linhas de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia. Ouça AQUI.

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