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Centro de Atendimento em Saúde à Pessoa Idosa realiza mais de 13,4 mil exames e consultas em Caxias do Sul

por Luan Varela

Projeto da Secretaria Municipal da Saúde em conjunto com o Hospital Virvi Ramos funciona há nove meses e já atendeu quase 700 idosos

Foto: Daniel Corrêa/Divulgação

Os números de ações voltadas à terceira idade em Caxias do Sul seguem aumentando no Centro de Atendimento em Saúde à Pessoa Idosa. O ambulatório funciona de segunda a sexta-feira no Hospital Virvi Ramos, utilizando a estrutura para exames laboratoriais e de imagem, facilitando o acesso dos pacientes aos serviços. Já foram atendidos 676 idosos desde o começo das atividades.

Desde meados de novembro de 2025 até o final de julho de 2026, foram realizados 7.331 exames, sendo a maioria de laboratório, com total de 6.844 procedimentos, mas também eletrocardiograma (157), tomografia computadorizada (184), densitometria óssea (95) e ultrassonografia abdominal (51). Nas consultas, entre primeiras idas ao ambulatório e retornos, os dados chegaram a 6.089 atendimentos. Os casos de faltas têm ocorrido nas primeiras consultas médicas e nos atendimentos técnicos, chegando a 654 pessoas, ou seja, 10,7% do total.

O ambulatório, que atende Caxias do Sul e mais 48 cidades da Região, é voltado para idosos classificados como frágeis na atenção primária ou com diagnóstico de demência, e oferece continuidade do cuidado iniciado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A equipe é composta por profissionais de diversas áreas, incluindo fisioterapia, serviço social, nutrição, farmácia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, educação física e enfermagem, garantindo um atendimento integral e especializado. O encaminhamento dos pacientes é feito pelas equipes de Atenção Primária da SMS, com base em critérios como o índice de vulnerabilidade clínica funcional ou o diagnóstico de demência.

O maior impacto positivo relatado pelos idosos e seus familiares após o ingresso no atendimento, está na mudança cotidiana, no contexto familiar, na capacidade que temos de orientar o cuidador/família que, até então, não tinha se deparado com esse paradigma, com essa inversão de papéis: o filho passou a ser o responsável pelo bem-estar e segurança dos seus pais.

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