“Não desistam: tenham fé, coragem e dias melhores virão”, diz paciente que venceu a hemodiálise e celebrou o transplante renal
Baixar ÁudioA trajetória de dona Elza Kuiava, que enfrentou uma doença hereditária (os rins policísticos), evidencia não apenas os desafios clínicos, mas também emocionais do tratamento
Foto: Daniel Zantut/ Tua Rádio
Uma história de superação e esperança marca a trajetória de Elza Kuiava, moradora de Capão Bonito do Sul, no interior do RS. Após mais de três anos enfrentando sessões de hemodiálise, ela recebeu um transplante de rim em dezembro e hoje celebra uma nova chance de viver. O caso reflete uma realidade enfrentada por milhares de gaúchos: segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul, mais de 8 mil pessoas realizam hemodiálise regularmente no Estado, enquanto cerca de 2 mil aguardam por um transplante renal na fila única do Sistema Único de Saúde (SUS).
A insuficiência renal crônica, muitas vezes silenciosa, é uma das principais causas que levam pacientes à diálise e ao transplante. No Brasil, conforme o Ministério da Saúde, o transplante de rim é o mais realizado entre órgãos sólidos, com milhares de procedimentos anuais. No Rio Grande do Sul, hospitais de referência, como os de Porto Alegre e Passo Fundo, concentram grande parte desses atendimentos, com equipes especializadas e protocolos rigorosos que garantem segurança e acompanhamento contínuo dos pacientes.
A trajetória de dona Elza Kuiava, que enfrentou uma doença hereditária (os rins policísticos), evidencia não apenas os desafios clínicos, mas também emocionais do tratamento. Entre idas frequentes à hemodiálise e momentos de incerteza, ela encontrou na fé e na família a força para seguir. Hoje, recuperada, deixa uma mensagem que ecoa para quem vive situação semelhante: “A gente precisa acreditar, ter coragem e não desistir. Eu pedi muito e Deus me ouviu”. Em meio aos avanços da medicina e ao esforço das políticas públicas, histórias como essa reforçam que, além dos números, há vidas sendo transformadas diariamente e que esperança também faz parte do tratamento.
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