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Cônego do bispado de Frederico Westphalen pede prudência aos fiéis antes de devoção excessiva a Bernardo Boldrini

Baixar Áudio por Camila Agostini

Bênçãos e curas são atribuídas ao garoto, assassinado em 214

Foto: Reprodução Facebook/ @bernardoUglioneBoldrini

 “Tudo é no tempo de Deus”. Essas são as palavras do padre Carlos Alberto Pereira da Silva, chanceler do bispado da diocese de Frederico Westphalen, frente às recentes informações referentes a possíveis bênçãos e curas que fiéis relatam terem recebido após orarem para Bernardo Boldrini.

Essa semana, a imprensa da capital gaúcha divulgou manifestações de pessoas moradoras de cidades como Santa Maria, Curitiba e Três Passos, onde o corpo de Brenardo foi encontrado, em 2014. O menino foi assassinado aos 11 anos de idade, por superdosagem do medicamento Midazolam. Em 2019, foram acusados e condenados pelo crime, o pai Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz.

De acordo com padre Carlos, a igreja não obstaculiza as manifestações populares, mas até o momento, não há comunicações formais que motivem quaisquer provimentos oficiais. “Por enquanto, são apenas rumores”, diz o cônego. O chanceler explica que são três os critérios para encaminhar o processo de beatificação:  a fama de santidade; a vivência fiel das virtudes cristãs em grau heroico e, ainda, a ausência de obstáculos para instauração de um processo para uma possível canonização. É sobre esse terceiro item que o padre faz um alerta: “a diocese e o povo precisam manter prudência. Um obstáculo, nesse sentido, seria, por exemplo, a confecção de santinhos sem autorização da Igreja, ou peregrinações sem a aprovação eclesiástica. Assim, o culto desproporcional, a adoração excessiva, podem se tornar uma adversidade”, ressalta o cônego. Acompanhe a íntegra da entrevista no player de áudio.

Inicialmente, explica padre Carlos, as primeiras medidas diocesanas de instrução da causa ocorrem através de orientações que estão sob responsabilidade do pároco de Três Passos. O grupo deve estar assistido, destaca o chanceler, justamente para impedir a imposição de empecílhos que atrapalhem os encaminhamentos formais junto ao Vaticano.

 

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