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Família Scalabriniana lembra João Batista Scalabrini

por João Lima

Nesta quarta se completa 111 anos da morte do fundador.

Foto: Divulgação

Nesta quarta, 1, a Igreja recorda os 111 anos da morte do bem-aventura João Batista Scalabrini, fundador da Congregação dos Missionários de São Carlos Borromeo, Scalabrinianos. 

Para marcar a data, o Superior Geral, padre Alessandro Gazzola (CS) dirigiu mensagem a todos os missionários e membros da família scalabriniana, formada por sacerdotes, religiosos, pelos Leigos Scalabrinianos e todos os que  vivem de alguma forma a Missão Scalabriniana, nas casas do migrante, Apostolado do Mar, Centros de Estudos, missões de fronteira, comunicação, paróquias.

Na carta, padre Alessandro expressa o modo de ser de Scalabrini:  fazer-se tudo para todos e morrer para si para dar fruto.

"1º DE JUNHO DE 2016 -  111˚ Aniversário da morte do nosso Fundador 

“Se o grão de trigo não cai na tera e não morre, fica sozinho. Mas se more, produz muito fruto”(Gv. 12,24). A comparação usada por Jesus e transmitida pelo evangelista João é muito conhecida de todos nós. Em múltiplas ocasiões, já a lemos, proclamamos, explicamos, ilustramos. Entretanto, ela permanece como uma daquelas realidades ligadas à “lei da vida”, que quase todos temos dificuldade de encarnar e de torná-la motivo e parâmetro do nosso agir cotidiano.

Celebrando o 111˚  aniversário da morte do nosso Bemaventurado Fundador, parece-me que ela (a comparação do Evangelho de João) não somente explique, de alguma forma, a dinâmica de um processo natural que se refaz no momento da morte, mas ofereça uma chave de leitura para a própria vida e modalidade com a qual Scalabrini quis implantar a sua existência e o seu agir pastoral. Um estilo que certamente não improvisou, mas que foi o fruto de um contínuo trabalho pessoal de superação do próprio “eu”, para abrir espaço à presença viva daquele “Tu” pelo qual estaria disposto a fazer qualquer coisa e que lhe permitiu abrir o coração e os braços aos apelos que continuamente chegam ao seu ânimo e à sua inteligência de “bom pastor”.

Humanamente e  aparentemente um estilo de vida “perdedor”, porque entrar na lógica do “morrer e apodrecer” não é nada atraente. Mas esta é a lógica de toda a proposta de Jesus Cristo. E se não a “tomamos a sério”, seremos nós em primeiro lugar pobres iludidos e pessoas “fora do lugar”. Infelizmente, as fáceis e contínuas tentações e ilusões do sucesso a todo custo, de ocupar os primeiros lugares, de vencer a aparecer, do poder e do dinheiro, de estar ao lado dos poderosos, de escolher o caminho mais fácil, talvez deixando aos outros a cruz mais pesada, não são realidades tão distantes e estranhas à nossa vida de cada dia. E isso acrescenta uma certa espessura à reflexão, pelo fato que nós, de per si, fizemos uma opção de vida que deveria ser sinal profético que antecipa a bem-aventurança do Reino.

Na mesma linha, parece-me apropriado, a ligação com outra expressão, igualmente bem conhecida, de matriz paolina (1Cor 9,32), que o Fundador quis fazer própria para focalizar e motivar antes de tudo a si mesmo, e depois ao seu povo, o centro da vida e de toda a sua prática: “quero fazer-me tudo para todos”. É sempre na mesma dinâmica do grão de trigo que morre e produz muito fruto.

Se hoje podemos com gratidão e alegria celebrar este aniversário, devê-mo-lo a esta opção de vida, a esse estilo que o Fundador encarnou com paixão. Em definitivo, me parece que tudo isso chega muito perto daquilo que ouvimos dizer e vemos fazer o nosso Papa Francisco. Verdadeiramente os “homens de Deus” se assemelham em muitas coisas! 

De: Roseli Lara

Padre Alessandro Gazzola (CS) 

 

 

Dom João Batista Scalabrini (Fino Mornasco, 1839 - Piacenza, 1 de junho de 1905) foi um bispo da Igreja Católica na cidade de Piacenza (Itália) e fundador da Congregação dos Missionários de São Carlos, ou Scalabrinianos.

Nascido em Fino Mornasco, na província de Como (Itália), em 1839, foi ordenado sacerdote em 30 de maio de 1863. Foi professor no Seminário de Como até 1870, quando virou vigário da paróquia de São Bartolomeu na cidade de Como.

Recebeu a ordenação episcopal pelo beato papa Pio IX em 30 de janeiro de 1876 e foi enviado para a Diocese de Piacenza-Bobbio.

Em 1887, fundou a Congregação dos Missionários de São Carlos, ou Scalabrinianos, para cuidar dos migrantes italianos e, em 1895, nasceram as Missionárias de São Carlos. Em 1901, visitou os emigrantes italianos nos Estados Unidos e, em 1904, no Brasil.

D. João Scalabrini morreu no dia 1º de junho de 1905, com 61 anos de idade, em Placência, na região de Emília-Romanha (Itália).

No dia 9 de novembro de 1997, D. João Scalabrini foi beatificado pelo Papa João Paulo II.

Em 13 de abril de 2013, o túmulo foi violado por causa de roubo. Foram tirados o anel de D. João Batista, uma cruz, um terço de ouro e o cálice. No 2 de maio de 2013, D. Gianni Ambrosiopresidiu uma celebração reparadora e em 1 de junho uma missa para recolocar o caixão no lugar .

Em abril de 2014, dois dos três ladrões estavam em prisão domiciliar, mas as relíquias não foram reencontradas.

De: Wikipedia

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