"Não é três dias, nem três anos, são 30 anos", afirma presidente da CPI dos Pedágios
Deputado estadual Paparico Bacchi falou à Tua Rádio Alvorada
Deve iniciar na próxima quarta-feira, 28/01, o primeiro ciclo de audiências da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul que investiga os contratos de concessões de rodovias estaduais. A chamada CPI do Pedágios tem prazo de 120 dias para investigar irregularidades, que podem ser prorrogados por mais 60 dias.
O presidente da comissão, deputado Paparico Bacchi (PL), falou sobre a proposta da comissão. "A CPI vai trabalhar para derrubar o edital do Bloco 2, que está programado para março", afirmou. "Nós queremos que o governo contrate as empresas para fazer essas obras e que façam essas obras sem pedágios. Não é três dias, nem três anos — são 30 anos!"
A CPI tem como relator o deputado estadual Miguel Rossetto (PT). Há previsão de que uma das audiências seja realizada em Marau. Entre as convocações, o secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, e o secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi.
"Nós queremos ouvi-lo lá na CPI porque, por muitas vezes, nós convidamos ele paraa dar explicações na Comissão de Economia, que eu sou membro titular e temos outros parlamentares, mas nós nunca conseguimos ouvir o secretário Capeluppi", relatou Paparico. "Agora, ele vai para a CPI como convocado."
Uma das críticas da comissão está relacionada a uma pesquisa de aceitação do pedágio realizada pelo Governo do RS. "Na nossa opinião, direcionada e induzida", afirmou o presidente da CPI. "A pesquisa apontava que o entrevistado pudesse dizer que os pedágios são bons. Vamos ouvir a empresa que fez a pesquisa e já solicitamos ao Governo do Estado que diga qual o volume que ele colocou para divulgar essa pesquisa."
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