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Entre acesso emergencial na ponte da usina e nova ponte de R$ 27,9 milhões, Bento e Cotiporã buscam saídas para o tráfego

por Daniela Affonso

Liberação de acesso na UHE 14 de Julho depende de plano de segurança exigido pela Ceran; proposta de nova ponte definitiva de 350 metros tem apoio regional

Foto: Arquivo | Tua Rádio Veranense

Após novos danos na estrutura da ponte sobre o Rio das Antas, entre Cotiporã e Bento Gonçalves, a região busca alternativas para restabelecer essa importante ligação. Na tarde desta terça-feira (29), a Prefeitura de Bento Gonçalves e a Companhia Energética Rio das Antas (Ceran) reuniram-se para discutir ações de mobilidade voltadas às comunidades próximas à Usina Hidrelétrica (UHE) 14 de Julho.

Como alternativa emergencial para o tráfego de veículos de socorro, o município solicitou a liberação da estrada de travessia junto à usina. Em nota oficial emitida após a reunião, a concessionária informou que o acesso permanece fechado e que a análise de liberação dependerá da apresentação de um plano de segurança elaborado por órgãos públicos estaduais e de segurança. Confira a nota na íntegra:

"Nesta terça-feira, 29 de setembro, representantes da Ceran reuniram-se com a Prefeitura de Bento Gonçalves. O objetivo do encontro foi discutir projetos sociais voltados à população do entorno das Usinas da Ceran.

Nesta reunião, a Prefeitura solicitou à Ceran a liberação para acesso de veículos de emergência na ponte de serviço da Usina 14 de Julho. A Ceran informou que a estrutura foi projetada para uso interno e não atende aos requisitos de uma via regulamentada. Dessa forma, a liberação só poderia ser analisada pela companhia após a apresentação de um plano detalhado elaborado pelas autoridades competentes, como DAER, Polícia Militar, Defesa Civil e outros, que seriam responsáveis por garantir a segurança das pessoas e das instalações da companhia.

Reforçamos que, até o momento, o acesso não está liberado e não foi apresentado um planejamento pelos órgãos públicos."

 

Solução definitiva

Além das tratativas com a concessionária, a Prefeitura de Bento Gonçalves informou que estuda abrir processo licitatório para a operação provisória de uma balsa na região, além de cadastrar projetos técnicos para a construção de uma estrutura definitiva.

Também pensando a longo prazo, o Município de Cotiporã já elaborou o projeto da nova ponte. Conforme o prefeito José Carlos Breda, a estrutura contará com 350 metros de extensão, 8,4 metros de largura e ficará 5,5 metros acima da ponte do trem localizada no trecho. O valor estimado é de R$ 27.930.000,00, e a proposta conta com o apoio de mais de 40 prefeitos da região, além de câmaras de vereadores e entidades. Após o cadastro na Defesa Civil Nacional e o decreto de Situação de Emergência Nível II, será aguardada a definição. 

Como solução a curto prazo, Breda informa que a administração tenta junto ao Governo do Estado e Exército a instalação de uma ponte de aço, provisória.

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