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Especialista orienta sobre os cuidados com exercícios no período noturno

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Segundo ele, o fator determinante está na intensidade da sessão e no intervalo entre o fim do exercício e a hora de dormir

Foto: Divulgação

Um estudo recente reacendeu o debate sobre os impactos do treino noturno na qualidade do sono. A pesquisa, realizada com 14.689 adultos fisicamente ativos ao longo de um ano, apontou que exercícios intensos realizados próximo ao horário de dormir podem atrasar o início do sono, reduzir o tempo de descanso e prejudicar a recuperação do organismo durante a noite. Quanto mais tarde a atividade termina e maior a intensidade do esforço, maiores são as chances de aumento da frequência cardíaca noturna e queda na qualidade do sono.

Em entrevista, o preparador físico, personal trainer e sócio da academia Seven7Play, Anderson Moraes, destacou a importância da atividade física para a saúde e explicou que o treino à noite não deve ser visto como um vilão. Segundo ele, o fator determinante está na intensidade da sessão e no intervalo entre o fim do exercício e a hora de dormir. “Não é o fato de treinar à noite que necessariamente prejudica o sono, mas sim o tipo de treino e o que a pessoa consome antes, especialmente produtos com cafeína, que mantêm o organismo em estado de alerta por mais tempo”, explicou.

Anderson também reforçou a necessidade de acompanhamento de um profissional de educação física, capaz de individualizar o treino conforme o objetivo e a rotina de cada pessoa. Para quem busca emagrecimento, ganho de massa muscular, mais disposição ou melhora geral da saúde, ele destaca que treino, alimentação e sono formam um tripé essencial. “O melhor treino nem sempre é o mais pesado. É aquele que a pessoa consegue sustentar com qualidade, sem comprometer o descanso e a recuperação muscular”, afirmou. Ele ainda lembrou que a falta de sono pode afetar diretamente o rendimento físico, o equilíbrio hormonal e a constância dos resultados.

Para quem só consegue treinar no período noturno, a recomendação é ajustar a estratégia. Sessões mais leves ou moderadas, com menor volume e término ao menos três a quatro horas antes de dormir, costumam ser melhor toleradas pelo organismo. Anderson ressalta que não se trata de demonizar o treino à noite, mas de adaptá-lo à realidade de cada aluno. “Se o treino começa a sabotar o sono, algo precisa ser reorganizado”, concluiu

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