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Violência contra a mulher cresce e CREAS reforça rede de apoio em Lagoa Vermelha

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Diante dessa realidade, o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) tem papel fundamental no atendimento às vítimas de violência doméstica

Foto: Diones Pimentel/ Tua Rádio

Os casos de violência contra a mulher seguem em crescimento em Lagoa Vermelha, assim como em todo o Estado e no país, tornando o tema cada vez mais presente no cotidiano da comunidade. Diante dessa realidade, o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) tem papel fundamental no atendimento às vítimas de violência doméstica, oferecendo acolhimento, orientação e acompanhamento por meio de políticas públicas específicas.

Em entrevista, a psicóloga do CREAS, Jéssica Padilha da Silva, explicou que os casos mais frequentes atendidos pelo serviço são de ameaça e lesão corporal. Segundo ela, felizmente, no último ano não houve registros de feminicídio ou tentativa de feminicídio no município. As situações chegam ao CREAS tanto por procura espontânea das vítimas quanto por encaminhamentos da Delegacia de Polícia e do Judiciário, especialmente após o registro de boletim de ocorrência e a emissão de medidas protetivas.

O assistente social Fernando Braga Gomes destacou que, a partir desses encaminhamentos, a equipe realiza o acolhimento da mulher e, quando necessário, dos filhos, seja por atendimento no CREAS, visitas domiciliares ou contato telefônico. O trabalho envolve orientações iniciais, fortalecimento emocional e encaminhamentos para locais seguros, principalmente nos casos em que a vítima precisa se afastar do agressor até a efetivação das medidas judiciais.

Além do atendimento às vítimas, o CREAS também planeja ações voltadas aos autores da violência, por meio de grupos de conscientização, com foco na identificação dos diferentes tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha, como a física, psicológica, moral, patrimonial e sexual. A equipe reforça que o atendimento no CREAS não exige, obrigatoriamente, o registro de boletim de ocorrência, orientando que mulheres que ainda não se sentem prontas para denunciar busquem apoio. As denúncias podem ser feitas pelos canais 180, 190 ou diretamente aos órgãos competentes, reforçando a importância da quebra do ciclo de violência e da construção de relações mais saudáveis.

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