CIC Connection 2025 reúne líderes para refletir sobre o equilíbrio entre o humano e o digital
Com o tema “O equilíbrio entre o humano e o algoritmo”, evento lotou o UCS Teatro em dois dias de imersão em liderança, inovação, saúde mental e inteligência artificial.
O palco do UCS Teatro, em Caxias do Sul, foi novamente o centro das atenções nos dias 25 e 26 de junho com a realização da segunda edição do CIC Connection, evento promovido pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC Caxias). Com o tema “O equilíbrio entre o humano e o algoritmo”, o encontro reuniu especialistas, líderes empresariais e pensadores para debater os desafios contemporâneos da gestão em tempos de transformações aceleradas.
Durante a abertura oficial, o presidente da CIC Caxias, Celestino Oscar Loro, reforçou a importância da disseminação do conhecimento como ferramenta de desenvolvimento regional. “Quando o conhecimento é colocado em prática, ele se transforma em renda, empregos e oportunidades”, destacou, agradecendo aos parceiros e patrocinadores que viabilizaram o evento.
A edição 2025 foi realizada em collab com Círculo Saúde, Marcopolo e Sicredi Pioneira, e contou com patrocínio ouro da Randoncorp e patrocínio prata de empresas como Tramontina, Simecs, Grupo Andreazza e CSG. O evento ainda teve apoio institucional do Sistema Fiergs e de diversos parceiros do setor privado e da comunicação.
Primeiro dia: liderança, economia e inteligência artificial
A quarta-feira (25) começou com um talk show sobre equilíbrio entre vida pessoal e profissional, mediado pela jornalista Kelly Matos. O CEO da HPE Automotores do Brasil, Mauro Correia, e a diretora da Scania, Patrícia Acioli, abordaram o papel das lideranças na criação de ambientes saudáveis. “Não existe mais espaço para o líder super-herói”, afirmou Patrícia, ao defender mais empatia e escuta ativa nas relações de trabalho.
Na sequência, o economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa, apresentou um panorama global marcado por incertezas, guerras comerciais e desafios fiscais. Apesar disso, destacou o potencial brasileiro: “Há espaço para crescimento moderado e amadurecimento institucional nos próximos anos”, disse.
À tarde, o escritor e especialista em vendas Sandro Magaldi defendeu a importância de fazer perguntas transformadoras em tempos incertos. “O futuro será liderado por quem souber perguntar”, afirmou. Encerrando o dia, o CIO da StartSe, Cristiano Kruel, falou sobre os impactos da inteligência artificial nas empresas. Com bom humor e provocações afiadas, ele afirmou: “IA não é da TI, é da liderança. Se você não der direção, seu time vai aprender IA pelo TikTok.”
Segundo dia: saúde emocional, propósito e futurismo
A quinta-feira (26) teve como foco o lado humano da gestão. Em painel sobre saúde mental nas organizações, a especialista Elisa Zingano alertou sobre o crescimento do adoecimento emocional nas empresas. “A geração Z é a mais conectada e a mais adoecida. A saúde mental precisa ser tratada como prioridade estratégica.” Já a consultora Alessandra Gonzaga apontou o esgotamento das lideranças e a necessidade de novas formas de gestão mais sensíveis e preparadas para lidar com emoções.
O CEO da Ikigai Brasil, Eduardo Almeida, provocou o público com reflexões sobre propósito e liderança com significado. “Liderança é sobre se você se seguiria. Quem não soma, some”, afirmou. Em seguida, a futurista Lala Deheinzelin apresentou cenários possíveis para os líderes do futuro. “Vivemos a maior transição da história da humanidade. O futuro será cada vez mais coo: conectado, coordenado, convergente, cooperativo e coletivo.”
O encerramento ficou a cargo de Silvio Bugelli, CEO da Capital Relacional, que trouxe à tona os fundamentos da gestão humanizada à luz da neurociência. “Liderar é cuidar de resultados, mas também de sentimentos, medos e dúvidas. Nosso diferencial frente aos algoritmos está em pensar e sentir”, concluiu.
Para o presidente da CIC Caxias, a edição 2025 marcou um novo patamar na consolidação do CIC Connection como espaço estratégico de reflexão. “Foi um evento de provocações profundas e necessárias. O futuro da gestão não será apenas técnico, será essencialmente humano. Já estamos planejando a terceira edição”, anunciou.
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