Caxias do Sul assina contrato da PPP da Educação Infantil e anuncia primeiras 11 escolinhas
Parceria prevê 31 novas unidades, R$ 570 milhões em investimentos e criação de 7 mil vagas, eliminando a fila das creches no município.
Foto: Divulgação
Será assinado nesta sexta-feira (28) o contrato com o Consórcio JOPE ISB, vencedor do leilão da PPP da Educação Infantil em Caxias do Sul. A cerimônia ocorrerá durante um jantar com o movimento comunitário no Salão da Comunidade de Nossa Senhora da Saúde, promovido pela Coordenadoria de Relações com a Comunidade (CRC). Na ocasião, serão anunciadas as 11 primeiras escolinhas que integram o contrato para a construção de 31 novas unidades de Educação Infantil, totalizando um investimento de R$ 570 milhões ao longo de 25 anos de concessão.
Segundo o secretário de Planejamento e Parcerias Estratégicas, Marcus Vinicius Caberlon, esta é mais uma etapa decisiva no processo da PPP da Educação.
“Concluímos uma fase importante da licitação, que envolve a execução, construção e operação das 31 escolas. Nesta sexta-feira, será divulgada a localização das 11 primeiras unidades. A partir disso, começam as questões operacionais para que, por volta de março, possamos iniciar as obras. Estamos na fase final de aprovação dos projetos, seguida dos licenciamentos. Em cerca de 60 a 90 dias, tudo deve estar concluído para permitir o início das construções”, explicou. Ele acrescenta que as obras não começarão simultaneamente: “Será uma escola, depois outra, e assim sucessivamente. Ao longo de 2026, as 11 primeiras devem ser entregues.”
Do total de investimentos, R$ 300 milhões serão aplicados nos três primeiros anos, destinados à construção das escolinhas que criarão 7 mil novas vagas, permitindo o fim da fila das creches no município.
O edital da PPP, estruturado com apoio do BNDES, foi publicado em 15 de abril e prevê a concessão administrativa para construção e prestação de serviços nas 31 novas unidades de educação infantil da rede municipal. O Consórcio JOPE ISB venceu o leilão realizado em julho, na sede da B3, em São Paulo, com deságio de 19,13% — cerca de R$ 1,5 milhão abaixo do valor inicialmente previsto pelo município.
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