Uso de cheques no Brasil cai 18% em 2025 e acumula queda de quase 97% desde 1995
De acordo com o levantamento, a tendência reflete a consolidação dos meios eletrônicos no país
Um levantamento da Federação Brasileira de Bancos, (Febraban) aponta que o uso de cheques no Brasil segue em trajetória de queda e confirma a mudança no perfil de pagamentos dos brasileiros. Em 2025, foram compensados 112,5 milhões de cheques no país, uma redução de 18,2% em relação a 2024.
Na comparação com 1995, início da série histórica, quando o volume chegou a cerca de 3,3 bilhões de documentos, a queda acumulada é de 96,6%, evidenciando a perda de espaço desse meio de pagamento ao longo das últimas décadas.
Mesmo com a retração no volume, o cheque ainda movimenta cifras relevantes. Em 2025, o total financeiro somado por esse tipo de transação foi de R$ 472,7 bilhões, valor 9,64% menor que o registrado no ano anterior.
Os dados também apontam uma mudança no perfil de uso. O valor médio dos cheques aumentou para R$ 4.199,77, ante R$ 3.800,67 em 2024, indicando que o instrumento tem sido mais utilizado em transações de maior valor. Já pagamentos cotidianos vêm sendo substituídos por alternativas digitais, com destaque para o Pix.
De acordo com Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban, a tendência reflete a consolidação dos meios eletrônicos no país. Segundo ele, embora o cheque esteja em desuso para operações do dia a dia, ainda mantém relevância em situações específicas, como garantia em negociações.
O levantamento tem como base dados da Compe, o Serviço de Compensação de Cheques, e reforça o avanço da digitalização no sistema financeiro brasileiro.
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