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Acusados por duplo homicídio em Casca serão levados a júri após quase seis anos

por Ana Lúcia Jacomini

Julgamento está marcado para terça-feira, 31/03, no Fórum do município casquense

Ana Paula Rapkievicz e Neusa Maria Rapkievicz forma mortas em 2020
Foto: Divulgação

Após quase seis anos do crime, o caso envolvendo o assassinato de mãe e filha em Casca, deve avançar com a realização do júri popular dos acusados. O julgamento está marcado para terça-feira, 31/03, a partir das 9h, no Fórum da cidade.

O crime ocorreu na noite de 14 de junho de 2020, na localidade de Capela Geral Velha, meio rural de Casca. Na ocasião, Neusa Maria Rapkievicz, de 56 anos, e a filha, Ana Paula Rapkievicz, de 32 anos, foram mortas dentro de um veículo Ford Focus. O carro foi localizado em um barranco de uma estrada vicinal, com a porta do motorista aberta. As duas apresentavam ferimentos provocados por disparos de arma de fogo.

As vítimas moravam a cerca de 300 metros do local onde foram encontradas. Conforme apuração da investigação, elas retornavam para casa após deixarem a neta de Neusa em um compromisso familiar, que ocorria de forma periódica, quando foram abordadas. A Polícia Civil aponta que a ação teria sido planejada previamente, o que dificultou qualquer possibilidade de reação.

Ainda de acordo com as investigações, o crime teve como motivação desavenças entre famílias e foi classificado como homicídio por motivo torpe. O inquérito identificou a participação de diferentes envolvidos, entre mandantes e executores. Em setembro de 2020, seis pessoas foram detidas suspeitas de envolvimento. Três dos apontados como mandantes foram presos em Casca, enquanto um dos executores foi localizado em Guaporé.

Outros dois investigados já estavam no sistema prisional por outros crimes, sendo um por tráfico de drogas em Casca e outro por roubo em Florianópolis, capital de Santa Catarina. Um dos suspeitos, indicado como responsável pelos disparos, permaneceu foragido por vários anos e foi preso apenas em abril do ano passado, no Bairro Canudos, em Novo Hamburgo. Com isso, todos os investigados passaram a estar à disposição da Justiça.

O julgamento será conduzido pelo Tribunal do Júri, com acusação a cargo do Ministério Público, que contará com o apoio das advogadas assistentes de acusação, Luciana Simionovski e Rebeca Canabarro. Familiares das vítimas aguardam a realização do júri como um passo importante para a conclusão do caso no âmbito judicial.

Com informações da Rádio Seara de Casca

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