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Psicóloga destaca a importância do comportamento alimentar para a saúde mental

Baixar Áudio por Daniel Zantut

A psicóloga também destacou que a relação com a comida começa ainda na infância, quando o alimento passa a ser associado a cuidado, afeto, recompensa ou controle

Foto: Divulgação

A relação com a comida vai muito além da fome física e envolve emoções, rotina, experiências de vida, cultura e fatores psicológicos. O tema foi abordado no programa Temática do Dia, da Tua Rádio Cacique, em entrevista com a psicóloga Bruna Ruggeri, especialista em comportamento e transtornos alimentares.

Durante a conversa, Bruna explicou que o comportamento alimentar não se resume a “comer certo”, mas engloba o que, como, quando, por que e em quais contextos as pessoas se alimentam. Segundo ela, emoções como estresse, ansiedade e irritabilidade influenciam diretamente as escolhas alimentares, assim como padrões de pensamento disfuncionais e o uso da comida como forma rápida de recompensa ou alívio emocional.

A psicóloga também destacou que a relação com a comida começa ainda na infância, quando o alimento passa a ser associado a cuidado, afeto, recompensa ou controle. Esses aprendizados iniciais moldam crenças e comportamentos que podem se repetir na vida adulta. O uso excessivo de telas e a influência das redes sociais, especialmente entre crianças, também foram apontados como fatores que impactam negativamente os hábitos alimentares e contribuem para o aumento de casos de obesidade infantil.

Outro ponto abordado foi o uso da comida como “válvula de escape” em momentos de pressão emocional. De acordo com Bruna, embora comer traga alívio momentâneo, não resolve a emoção que está por trás do comportamento, criando um ciclo automático que pode levar ao ganho de peso e ao sofrimento psicológico.

Sobre dietas restritivas, a especialista alertou que elas podem aumentar a obsessão pela comida e desencadear ou agravar comportamentos alimentares disfuncionais, especialmente em pessoas que já possuem alguma vulnerabilidade emocional. Ela reforçou que mudanças sustentáveis, feitas de forma gradual, são mais eficazes do que transformações intensas e restritivas.

Bruna Ruggeri também explicou os sinais de alerta para transtornos alimentares, como culpa excessiva após comer, sofrimento associado às refeições, evitação de eventos sociais por causa da comida e pensamentos constantes sobre alimentação. Nesses casos, o acompanhamento psicológico é fundamental.

Para quem deseja melhorar a relação com a comida, a psicóloga orienta a reduzir regras rígidas, respeitar os sinais de fome e saciedade, cuidar das emoções e buscar ajuda profissional quando necessário. “Uma relação saudável com a alimentação se constrói com respeito à comida e ao próprio corpo”, ressaltou.

Atuando há cerca de dois anos na área, Bruna atende exclusivamente de forma online e tem como principal foco o comportamento e os transtornos alimentares. Mais informações podem ser encontradas no Instagram @brunaruggeri. Ouça a entrevista completa. 

 

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