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Policial civil de Cotiporã é preso preventivamente por suspeita de estupro e abuso de autoridade

por Dirceu Tedesco

Uma testemunha contou que, ao procurar a delegacia para registrar ocorrência, foi intimidada e assediada pelo investigado

A prisão preventiva de um inspetor da Polícia Civil de Cotiporã foi determinada pela Justiça. Ele é investigado por crimes praticados contra a companheira e a sogra, como ameaça, violência psicológica, estupro e importunação sexual. Além disso, também é suspeito de importunação sexual, ameaça e constrangimento ilegal contra outras mulheres durante a atuação profissional, inclusive dentro da delegacia.

Conforme a Divisão de Comunicação Social da Polícia Civil, o investigado foi preso e encaminhado à casa de custódia da Coordenadoria de Recursos Especiais. Ele também teve o exercício da função pública suspenso.

Segundo a decisão judicial, a investigação teve início a partir do depoimento da sogra do suspeito, que relatou episódios de violência e abuso no ambiente familiar. A esposa também foi ouvida e relatou que o homem tinha um comportamento controlador e era agressivo. 

Com a repercussão, novas denúncias surgiram, envolvendo condutas semelhantes que o inspetor teria praticado durante o exercício da função pública. Em depoimento, outras mulheres relataram, por exemplo, ter sido colocadas dentro de celas e expostas a episódios de agressividade no ambiente de trabalho.
Uma testemunha contou que, ao procurar a delegacia para registrar ocorrência, foi intimidada e assediada pelo investigado.

Ele teve prisão preventiva representada pela Polícia Civil, deferida pelo Ministério Público do Estado (MPRS) e decretada pela Justiça.

Confira, na integra, a nota oficial da Polícia Civil:

A Polícia Civil informa que a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Bento Gonçalves e 2ª Delegacia de Polícia de Bento Gonçalves estão atuando de forma conjunta em Inquérito Policial que investiga crimes de violência doméstica e contra a liberdade sexual praticado por inspetor de polícia.

Foram solicitadas e deferidas pelo Poder Judiciário medidas protetivas, bem como a suspensão do exercício da função pública e a prisão preventiva do investigado. O investigado foi preso e encaminhado à casa de custódia da Coordenadoria de Recursos Especiais.

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil está ciente dos fatos e está acompanhando o caso. A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a ética na condução de suas atividades, garantindo a apuração rigorosa de todas as ocorrências que envolvam membros da instituição.

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