Mapa Econômico: Microrregião de Veranópolis integra um dos principais polos do PIB do RS
Inserida na macrorregião da Serra, a área concentra parte significativa da riqueza gaúcha. O bloco formado pelas regiões da Serra, Hortênsias, Campos de Cima da Serra, Paranhana/Encosta da Serra e Vale do Caí responde por cerca de 17,2% do PIB estadual
Os municípios de Veranópolis, Vila Flores, Cotiporã, Fagundes Varela e Nova Prata integram uma das regiões mais dinâmicas do Rio Grande do Sul, conforme aponta o levantamento do Mapa Econômico do Estado.
Inserida na macrorregião da Serra, a área concentra parte significativa da riqueza gaúcha. O bloco formado pelas regiões da Serra, Hortênsias, Campos de Cima da Serra, Paranhana/Encosta da Serra e Vale do Caí responde por cerca de 17,2% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.
No ranking dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes), a Região da Serra aparece na 3ª posição, com um PIB de aproximadamente R$ 75,1 bilhões em 2023, representando cerca de 11,55% da economia do Estado. O desempenho coloca a região atrás apenas das áreas Metropolitana e do Vale do Sinos.
Os indicadores também mostram o nível de desenvolvimento local. Em termos de PIB per capita, Veranópolis registra cerca de R$ 99,7 mil, enquanto Vila Flores ultrapassa R$ 103,3 mil. Fagundes Varela aparece com aproximadamente R$ 73,9 mil, Nova Prata com cerca de R$ 60,6 mil e Cotiporã com R$ 53,3 mil. Os números refletem a diversidade econômica e o valor agregado das atividades desenvolvidas na região.
Além da produção, a Serra também se destaca pela capacidade de gerar riqueza por habitante, sendo considerada a macrorregião com maior PIB per capita do Rio Grande do Sul. Esse desempenho segundo os dados do Mapa Econômico, está ligado à forte presença da indústria metalmecânica, do setor moveleiro, da vitivinicultura e de serviços especializados.
Outro fator apontado no levantamento é o crescimento populacional. Enquanto o Estado enfrenta tendência de estagnação demográfica, a Serra registrou aumento de cerca de 9% na população entre 2010 e 2022, impulsionada pela oferta de empregos e qualidade de vida, uma realidade que também impacta municípios da microrregião.
Apesar dos bons indicadores, o estudo destaca desafios importantes. A falta de mão de obra tem sido um dos principais entraves ao crescimento, com alta de apenas 0,01% no emprego formal entre 2025 e 2026, mesmo com vagas disponíveis. Questões de infraestrutura também seguem como limitações, especialmente na logística regional.
No cenário estadual, o Rio Grande do Sul também enfrenta oscilações econômicas. Em 2025, o PIB cresceu apenas 0,9%, impactado principalmente por problemas climáticos que afetaram a agropecuária, reduzindo a participação do Estado no PIB nacional para cerca de 5,9%.
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